Pernas-de-pau, mapas do tesouro e baús enterrados: o Editor do UOL Tabloide mergulha na pirataria

Pedro Cirne
Do UOL Tabloide
Enviado especial a Nassau (Bahamas)

Poucas cenas lembram tanto a mitologia dos piratas quanto essas:

1 - O pirata enterra um baú recheado de jóias e dobrões de ouro. O baú parece ser muito pesado.

2 - Um pirata, com a espada em riste, aponta para um prisioneiro e o obriga a caminhar sobre a prancha. O desesperado aprisionado tem apenas duas opções: morrer na lâmina do pirata ou saltar para o desconhecido - o mar.

3 - O pirata tira um papel do bolso e o desdobra. É um mapa. Nele, um "x" marcado não deixa dúvidas: é lá que está o tesouro.

Pena que são falsas. Os piratas que realmente existiram - e isso nos faz deixar de lado o Capitão Gancho (de Peter Pan); o divertido capitão Jack Sparrow (de "Piratas do Caribe"); o Capitão, dos Piratas do Tietê (criação imortal do Laerte); e o Willie Caolho (dos "Goonies") - não eram assim.

  • Fotomontagem - Laerte/AFP/Divulgação

    Os piratas que nós conhecemos, da esquerda para a direita: Capitão do Piratas do Tietê,
    de Laerte; Jack Sparrow, do "Piratas do Caribe"; Capitão Gancho, do Peter Pan



Um dia após investigar o fenômeno do Triângulo das Bermudas, o Editor do UOL Tabloide resolveu aproveitar o fato de estar no Caribe e... aprender um pouco sobre os piratas. Para tanto, nada melhor do que uma ida ao museu Piratas de Nassau ("Pirates of Nassau", no original).

O museu é escuro e divertido. Após ser recepcionado por um "pirata" de carne e osso, o visitante entra em uma galeria sombria, onde bonecos em tamanho real estão escondidos nas sombras. Há algumas "vozes" vindas de alguns deles. De uma janela onde se avistam dois vultos, por exemplo, é possível entreouvir um diálogo que termina ab-ruptamente com um "silêncio, ouço passos, há alguém chegando!".

  • Pedro Cirne/UOL

    No Museu dos Piratas, em tamanho real, os bonecos cuidam do ferimento do companheiro

Atravessa-se, depois, uma réplica de um navio, novamente com reproduções de piratas em situações cotidianas de uma daquelas temidas embarcações com bandeira de caveira e ossos cruzados sobre fundo preto, com piratas operando um companheiro ferido ou tocando um instrumento musical para passar o tempo.

Depois, há o segundo andar, mais com cara de museu. Uma ala é dedicada àquelas que são consideradas as duas únicas mulheres piratas do século 18: Anne Bonney e Mary Read.

Depois, há quadros e mais bonecos, agora entremeados com curiosidades sobre a pirataria, na base do "verdadeiro ou falso". O visitante lê a informação e, uma vez desperta a curiosidade, levanta uma cortininha preta para descobrir se ela procede.

Por exemplo: é em um "verdadeiro ou falso" desses que se descobre que essa história de os piratas marcarem com um "x" no mapa onde o tesouro está enterrado é invenção do escritor Robert Louis Stevenson, autor de "A Ilha do Tesouro".

Por outro lado, aprende-se que é verdade que alguns piratas tinham papagaios de estimação ou usavam pernas-de-pau ou tapa-olhos.

É impossível sair do museu sem passar pela lojinha. Afinal, assim como os corsários de séculos atrás, as pessoas que hoje vivem da mitologia dos piratas também querem fazer por merecer os seus dobrões - com a diferença que o visitante não corre risco algum, como o de ser forçado a caminhar sobre a prancha em direção aos tubarões...

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