Após 76 anos, barman há mais tempo em atividade vai se aposentar

Do UOL Tabloide
Em São Paulo

Esta notícia foi passada ao Editor do UOL Tabloide por seu amigo Zé Cachacinha, com o seguinte recado: "não o conheci, mas ele fará falta!".

Angelo Cammarat, garçom de um bar de Pittsburgh, serviu sua primeira cerveja poucos minutos após a revogação da Lei Seca, em 1933. Em breve ele vai servir a última.

O empregado de 95 anos, que está no Guinness Book como o barman há mais tempo em atividade no mundo, só interrompeu sua carreira uma vez -para servir à Marinha norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial.

Servir em um bar é uma escola. Você tem que saber o que está acontecendo, tem que estar afiado

Angelo Cammarat
Quando a Lei Seca expirou, ele trabalhava na loja de sua família em Pittsburgh, vendendo garrafas de cerveja Fort Pitt a US$ 0,10 após a meia-noite. Ele tinha 19 anos, as leis contra a venda de bebida eram poucas, e os clientes ficavam bebendo cerveja na calçada.

"Tínhamos cerca de 20 homens do lado de fora esperando abrir", disse Cammarata.

A loja vendeu 12 caixas de cerveja nas primeiras duas horas.

Em breve Cammarata vai fazer seu último plantão no Cammarata's Cafe, embora não exista uma data exata para o acontecimento.

Seus filhos Frank e John, proprietários do bar, venderam o negócio e esperam o conselho de controle de venda de bebidas aprovar a transferência da licença de venda, uma das primeiras emitidas no Estado antes da anulação da Lei Seca.

Eu bebo em meu bar. É como estar em casa e beber um copo d' água. Mas não é todo dia

Angelo Cammarat
Apesar da idade, Cammarata ainda faz turnos de três a quatro horas todos os dias.

"Servir em um bar é uma escola. Você tem que saber o que está acontecendo, tem que estar afiado", disse ele.

Católico praticante, marido de Marietta, de 71 anos, pai de quatro filhos e avô de 21 netos, o conselho de Cammarata é: conhece-te a ti mesmo.

"Você tem que cuidar de si mesmo e se respeitar. Sua imagem é importante. Eu amo a mim mesmo antes de mais nada. Se não for honesto comigo mesmo, não sou com os outros", diz ele.

Uma mudança que ele testemunhou é que as mulheres passaram a ser bem-vindas atrás do balcão. "Agora há mais mulheres atendendo nos bares do que homens", comentou.

Ele mesmo gosta de uma bebida de vez em quando.

"Eu bebo em meu bar. É como estar em casa e beber um copo d' água. Mas não é todo dia."

Fonte: Reuters

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