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Agricultor cultiva 'mexericão' e sagra-se bicampeão do concurso da maior tangerina em cidade mineira

Joaquim Martins de Oliveira, de 67 anos (direita), posa com sua mexerica vencedora - Divulgação
Joaquim Martins de Oliveira, de 67 anos (direita), posa com sua mexerica vencedora Imagem: Divulgação

Rayder Bragon<br>Especial para o UOL Tabloide

Em Belo Horizonte

14/06/2011 09h00

O agricultor Joaquim Martins de Oliveira, 67, foi sagrado bicampeão no concurso da “maior, mais madura e mais pesada” tangerina ponkan da cidade de Tocantins, que fica na zona da mata mineira, a 277 quilômetros de Belo Horizonte. Ele precisou suplantar 24 aguerridos concorrentes ao título, mas guindou-se vencedor ao apresentar um mexericão de 542 gramas.

O concurso faz parte da “Festa da Ponkan de Tocantins”, realizada entre os dias 9 e 12 de junho. Como prêmio, Oliveira ganhou um certificado com uma foto sua segurando o fruto - que foi cultivado por ele mesmo - , entregue pelos organizadores do concurso.

Com a fama em alta, a reportagem do UOL Tabloide não conseguiu contato com o dono da fruta, mas sim com o filho dele, que disse que o pai já havia ganhado a prova no ano passado e revelou o segredo dele para obter a tangerina de 542 gramas que venceu a disputa (uma tangerina Ponkan normal pesa, em média, 135 gramas).

  • Divulgação

    Mexericas em competição: juízes observam as 'concorrentes' com bastante atenção às fraudes


José Joaquim Martins de Oliveira entregou que o pai é um exímio agricultor e calejado no manuseio dos pés de tangerina. Então, logo percebeu que um deles apresentava um fruto “diferenciado” e não teve dúvidas sobre como agir.

“Ele deu mais carinho a esse pé, conversava com ele e dizia: 'Vamos que vamos, que eu preciso de você para me ajudar na competição' ”, disse entre risos.

Os critérios do concurso para a escolha do “mexericão” são muito sérios e levam em conta procedimentos contra fraudes para dar credibilidade ao evento.

“A pessoa só é declarada vencedora depois que a gente abre o fruto. Pois dá para trapacear,  injetando água para dar uma aumentada, e abrindo a casca a gente consegue perceber algo de anormal”, explicou José Domingos Telles, técnico da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais) a quem cabe fiscalizar a lisura do concurso, que já está em sua 4ª edição.

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