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Presidente do país manda encontrar noiva e solteirão pobre finalmente vai casar

O professor Saidsho Asrorov homenageia o presidente do Tadjiquistão - Reprodução de vídeo
O professor Saidsho Asrorov homenageia o presidente do Tadjiquistão Imagem: Reprodução de vídeo

Do UOL, em São Paulo

25/08/2017 10h28

No próximo domingo (27), o professor Saidsho Asrorov vai se casar com Marjona Hudoidodova, na vila onde eles vivem, no Tadjiquistão. Até aí, tudo normal, milhares de casamentos vão ser celebrados nesse dia mundo afora.

No entanto, o matrimônio de Asrorov foi arranjado em menos de uma semana e contou com as ordens do presidente do país.

Emomali Rahmon, que governa o país de forma ditatorial, visitou a região de Khatlon no último dia 16 de agosto. Durante uma cerimônia, Asrorov, de 23 anos, fez um discurso apaixonado defendendo o presidente, a quem descreveu como sendo "o líder da nação e fundador da paz".

Impressionado, Rahmon perguntou se o jovem professor era casado. Envergonhado, Asrorov disse que seu salário não era suficiente para pagar dote, prática ainda comum no Tadjiquistão, e que, por isso, era solteiro.

O presidente então ordenou que o governo local ajudasse o rapaz a se casar, incluindo na escolha da noiva e no pagamento dos custos da cerimônia.

Pôster com o rosto do presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, que governa o país com mão de ferro desde 1992 - AFP - AFP
Pôster com o rosto do presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, que governa o país com mão de ferro desde 1992
Imagem: AFP

Quando a comissão que foi designada para isso perguntou se Asrorov tinha alguma candidata a esposa, ele indicou Marjona Hudoidodova, uma enfermeira recém-formada de 22 anos, filha de um professor de educação física.

Asrorov admitiu que só havia visto Hudoidodova uma vez e que ela, provavelmente, nem sabia que ele existia.

No dia 19 de agosto, a comissão visitou a família de Hudoidodova. Os pais da jovem concordaram com o casamento, contanto que ela pudesse continuar trabalhando.

Em entrevista à rádio Radio Free Europe, a mãe da jovem, Savlatbi Hudoidodova, disse que muitos rapazes já haviam se interessado em se casar com a enfermeira, mas não admitiam que ela continuasse trabalhando no hospital.

Segundo ela, Asrorov é o único a concordar com essa condição.

Hudoidodova se diz feliz com o casamento arranjado, outra prática ainda comum no Tadjiquistão. Ela está costurando seu próprio vestido que será usado na cerimônia. Aliás, esse será o primeiro encontro dos dois.

Para evitar extravagâncias, o casamento seguirá uma lei que determina que a cerimônia tenha três horas de duração e, no máximo, 150 convidados.

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