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Estas 9 empresas pouco conhecidas viraram as mais inovadoras do mundo

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Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL

2018-03-11T04:00:00

11/03/2018 04h00

O que faz uma empresa ser inovadora? Em tempos digitais, é comum pensarmos que inovação tem a ver com tecnologia. Isso, porém, não é necessariamente verdade, já que inovar tem muito mais a ver com criar maneiras diferentes de fazer algo, seja usando recursos tecnológicos ou não.

Usando esse critério, a revista Fast Company - uma das mais conceituadas do mundo quando os temas são tecnologia e informação - realizou a versão 2018 de sua eleição das 50 empresas mais inovadoras do mundo. Enquanto a lista possui algumas "figurinhas carimbadas", como a Apple, a Netflix e a Amazon, outras empresas listadas são quase anônimas para os brasileiros. Ou, ainda, foram bem-sucedidas na missão de "reinventar a roda" em seus segmentos.

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Uma delas é a Darktrace, que criou um "sistema imunológico" contra vírus de computador. Os vírus são chamados assim por emularem características de suas contrapartes biológicas. Ou seja: a capacidade de utilizar células de seus hospedeiros - no caso, os computadores infectados - para se reproduzirem.

Esse paralelo entre biologia e informática foi o utilizado pela Darktrace para criar o EnterpriseImmuneSystem. Basicamente, é uma plataforma que age como sistema imunológico em uma rede de computadores, utilizando inteligência artificial para aprender quais comportamentos são normais e sinalizar e corrigir anomalias de maneira rápida e sem precisar de qualquer interação humana.

Mas aqui, vamos falar de companhias que vão além da criação de software. De diamantes de laboratório a tratamentos para câncer, essas são as outro oito companhias da lista. Confira!

  • Diamond Foundry

    Diamantes são caros por serem raros e belos, certo? Enquanto as pedras naturais levam bilhões de anos para se formarem a partir de átomos de carbono, a californiana Diamond Foundry produz 100 mil quilates - cada quilate equivale a 200 mg - de diamante ao ano. Foram US$ 100 milhões movimentados em vendas no ano passado, tanto na venda de material bruto para joalheiros quanto na venda de jóias. Entre os principais argumentos de venda da empresa estão a quase nula diferença em relação às pedras tradicionais e, por serem feitos em laboratórios utilizando um reator de plasma e carbono, não dependem das controversas formas de exploração das jazidas

  • Hopper

    É comum que pessoas que pretendem viajar se cadastrem em sites que avisam quando preços de passagens aéreas para o destino escolhido estão em promoção. O Hopper tem nesse tipo de serviço sua principal área de atuação. A novidade da empresa, porém, é a utilização de machine learning para ir além, traçando o perfil dos usuários e oferecendo alternativas de aeroportos, datas, horários e até mesmo passagens baratas para destinos que as pessoas não buscaram, necessariamente. Ele também sugere destinos de acordo com informações mais generalistas dadas pelos usuários - por exemplo, "quero passar duas semanas em lugares históricos da Europa". Essa modalidade de serviço do site já é responsável por 20% do seu faturamento.

  • OneOme

    "Vamos ver como você se adapta a esse remédio e se for o caso, trocamos". A frase é comum em consultórios médicos e, muitas vezes, significa que o paciente vai passar um tempo na base da tentativa e erro até encontrar um tratamento ideal para o tipo de doença que possui. Evitar isso é a ideia da OneOme, criadora de um sistema chamado RightMed. Por meio dele, é possível fazer uma análise do DNA de pacientes e, assim, já recomendar o remédio exato a ser usado em seu tratamento. Hoje, o teste cobre 23 genes e seu banco de dados compreende centenas de medicações. O custo ainda não é baixo, US$ 349, mas ainda assim é inferior ao cobrado para testes do tipo tradicionais.

  • Novartis

    Além de ser um grupo farmacêutico que agrupa diversas marcas do segmento, a Novartis também desenvolve pesquisas e, entre esses estudos, está um tratamento para câncer chamado Kymriah, que foi lançado em agosto do ano passado. Ele usa o conceito CAR-T (em português, Tratamento de Receptores de Antígenos Quiméricos) para tratar leucemia linfoblástica e foi o primeira terapia de genes a ser aprovada pela FDA, agência norte-americana similar à nossa Anvisa. O tratamento é personalizado e retira linfócitos T do paciente, reprograma elas com uma proteína que atinge as células tumorais e as injeta de volta ao corpo. Os testes apontaram uma taxa de 83% de regressão da doença após o procedimento.

  • Rover

    Quem tem cachorro conhece bem o sufoco de quando é necessário deixar os bichinhos sozinhos para uma viagem, por exemplo. A busca por hotéis e outros serviços para cães se baseia unicamente em indicações e pouco se sabe sobre o animal enquanto ele está no local. A ideia do site Rover é dar uma boa dose de transparência ao processo. Ele é um banco de dados de cuidadores de cachorros extremamente criterioso, que indica profissionais para diversos tipos de serviços, seja para caminhadas, hospedagens e até mesmo para brincar por algumas horas com o cão. E quando o pet está com o profissional escolhido, é possível solicitar fotos ou até mesmo rastrear trajetos de caminhadas por GPS. O site conta com 200 mil prestadores de serviços e girou US$ 225 milhões em 2017.

  • Stitch Fix

    Serviços que traçam o perfil de um usuário para enviar, periodicamente, pacotes com roupas e acessórios de acordo os dados obtidos não são novidade. O que o Stitch Fix faz, porém, é expandir o conceito utilizando algoritmos e também a curadoria de de 3.400 estilistas que ajudam a escolher as peças que serão enviadas aos assinantes. Além disso, a empresa também possui categorias específicas, sendo que os assinantes podem escolher roupas de marcas mais baratas ou grifes de luxo, além de tamanhos plus-size, roupas para grávidas e de tamanhos menores do que o padrão. Somente em 2017, a empresa faturou US$ 977 milhões.

  • Reprodução

    The Muse

    Bancos de empregos servem somente para agrupar oportunidades de trabalho, certo? A julgar a proposta do The Muse, é possível dizer que dá para ir muito além disso. Além de servir como um repositório de vagas de trabalho, reunindo perfis de empresas e carreiras, oportunidades e também oferecendo orientações a quem procura um emprego, o The Muse também possui uma ferramenta chamada BrandBuilder, que fornece aos empregadores dados sobre quais aspectos das suas empresas mais agradam aos seus funcionários, o que ajuda não apenas a reter colaboradores como também a desenvolver práticas para atrair candidatos com maior afinidade com a companhia.

  • Thumbtack


    Se você é mais velho, provavelmente lembra das páginas amarelas, aquele guia de serviços em formato de lista telefônica. Com a internet e os buscadores, ele virou peça de museu, mas serviu de inspiração para o Thumbtack. O site leva o conceito dos antigos guias de serviços a um outro nível ao utilizar algoritmos para determinar o profissional ideal para você.

    Quer um exemplo: você está em busca de uma pessoa para limpar sua casa. Ao invés de apresentar uma lista com os profissionais de sua região, o site pede o preenchimento de uma breve enquete com questões com dados referentes ao número de quartos, banheiros e área do imóvel. Feito isso, ele mostra uma lista dos prestadores de serviço disponíveis, permitindo visualizar preço, disponibilidade e avaliações de outros usuários.

    O serviço movimenta US$ 1 bilhão ao ano e os profissionais cadastrados determinam quanto querem pagar para aparecerem listados em pesquisas de clientes.

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