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Conheça startups que são financiadas pelo exército dos EUA

Bilal Hussein/ AP
Imagem: Bilal Hussein/ AP

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

13/06/2018 04h00

Nem todo mundo sabe, mas além da pólvora e do aço blindado, o segmento de defesa há décadas têm interesse crescente em tecnologia para ampliar seu poder. Essa relação dura até hoje, firme e forte. Basta lembrarmos do recente envolvimento do Google com o exército americano para aprimorar inteligência artificial.

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O princípio da computação de dados foi praticamente inventado na Segunda Guerra Mundial pelo matemático britânico Alan Turing --bem explicado pelo filme "O Jogo da Imitação". A internet e os drones também tiveram sua origem em aplicações militares para só depois cair no gosto popular.

E como estar sempre à frente do inimigo no século 21? Talvez juntando-se a quem está mais empenhado em achar a próxima grande coisa na tecnologia: as startups. Essas pequenas empresas são pequenas fábricas de inovação, mas sofrem de um mal: precisam de bastante dinheiro e apoio técnico para decolar.

É aí que o exército entra: nos EUA, o Departamento de Defesa, CIA e órgãos afins financiam empresas que estejam pesquisando aplicações que possam ser usadas para a defesa do país. O Pentágono até criou em 2015 um grupo chamado DIUX (sigla para Unidade de Inovação em Defesa Experimental) para permitir investimentos em novas empresas promissoras.

O governo americano também trabalha com empresas de capital de risco para esse fim, como a IQT (sigla para In-Q-Tel) e a Arsenal Venture Partners. Veja abaixo uma pequena seleção dessas startups.

  • iStock

    Anomali

    Imagine saber antes mesmo do ataque quando e como um hacker vai agir? Esta empresa fornece uma plataforma para detecção e identificação antecipada de inimigos em uma rede. Com o programa deles, o governo pode acessar rapidamente milhões de indicadores de ameaças cibernéticas e assim proteger com antecedência a infraestrutura do país.

  • Getty Images/iStockphoto

    CounterTack

    E em caso de futuros vírus de computador, que tal ter a vacina antes mesmo da doença surgir? Esta startup faz análise forense e comportamental para detectar ataques de "dia zero", que atacam vulnerabilidades que eram anteriormente desconhecidas. Ela diz usar inteligência artificial para correlacionar dados de ameaças de forma rápida o bastante para fornecer controles preventivos e respostas rápidas contra ameaças. Além disso, a empresa combate ameaças já conhecidas.

  • Divulgação

    Arctic Sand Technologies

    Esta empresa pretende criar produtos eletrônicos menores, mais finos, mais leves e mais eficientes no consumo de energia. Quão menores? Em tamanhos dois a quatro vezes menores que a concorrência, dizem. Isso é útil para criar equipamentos de espionagem cada vez mais discretos e sofisticados. No ano passado, após a ajuda do fundo Arsenal (ligado ao governo), a empresa foi vendida para a Peregrine Semicondutores.

  • REUTERS/Pascal Lauener

    Applied Minds

    Esta é uma empresa fundada por ex-membros da Disney Imagineers, que pesquisa inovações para a Disney. O programa de artilharia do Exército dos EUA está trabalhando com a Applied Minds para desenvolver um drone capaz de interceptar adversários. Sua plataforma busca diminuir o tempo de destino e aumentar a probabilidade de sucesso do ataque da aeronave.

  • Reprodução

    ProtectWise

    Esta fornece proteção de rede com sua nuvem em DVR, um método de validação de dados que cria um tipo de "câmera" virtual que permite visualizar e acompanhar o progresso de ameaças cibernéticas em tempo real.

  • (Xinhua/Joel Goodman/London News Pictures/Zumapress

    Evolv Technology

    Milhões de pessoas estão vulneráveis a ataques terroristas. Instalações privadas, locais públicos e infraestrutura de transporte se tornaram alvos potenciais. A Evolv oferece produtos de detecção de ameaças para ajudar a evitar eventos de risco em massa em lugares como estádios, aeroportos e muito mais.

  • Divulgação

    Fuel3D

    Essa empresa criou um scanner 3D portátil (foto acima) que oferece captura de cor e formato de alta resolução para uma variedade de aplicativos de modelagem 3D, o que permite inúmeras medições precisas de um assunto. Imagine se o exército pudesse, a partir de uma foto de satélite, criar uma maquete em 3D de um território inimigo com extrema facilidade?

  • Divulgação

    Tribogenics

    Fabrica o Watson, uma máquina de raio-X portátil e barata (foto acima). Ela não é como o raio-x usado na medicina, e sim a análise por fluorescência, técnica conhecida no meio como XRF. A máquina requer apenas alguns segundos para identificar ligas metálicas. Ela consegue reconhecer até 423 tipos de metal. Algo útil na reciclagem de sucata e no controle de qualidade para a fabricação do metal usado nas armas e veículos do exército, por exemplo. A Watson, que agora está enviando volumes de produção em todo o mundo - requer apenas alguns segundos para completar a identificação positiva de material (PMI) de 423 ligas metálicas.

  • iStock

    Skincential Sciences

    Esta chama a atenção pelo caráter bizarro. Ela oferece a caneta de refino Clearista, com esfoliação focada para suavizar uma série de imperfeições de pele. O interessante é que o produto usa captação de informações bioquímicas (leia-se coleta de DNA) dos usuários para melhorar a pele. Útil contra cicatrizes de guerra, talvez?

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