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Violação de dados no Facebook: saiba que medidas os países têm adotado

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Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

22/03/2018 17h47

A empresa Cambridge Analytica usou testes de Facebook para coletar dados de vários usuários sem a devida permissão. Essas informações revelaram o perfil completo de 50 milhões de pessoas que estão na rede social, que passaram a receber propaganda altamente personalizada durante, por exemplo, a campanha de Donald Trump e do Brexit (referendo para a saída do Reuno Unido da União Europeia).

O escândalo explodiu no sábado (17) e ainda causa reações em todo o mundo. Uma série de medidas estão sendo tomadas por países contra o Facebook e a Cambridge Analytica.

Confira a seguir os últimos desdobramentos:

  • Estados Unidos

    Pouco tempo depois de as denúncias terem sido divulgadas, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos iniciou uma investigação que pode render uma multa milionária à rede social.

    Além disso, legisladores norte-americanos convocaram o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, para prestar esclarecimentos sobre o caso. Para o Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes dos EUA, ele é a testemunha indicada para "dar respostas aos americanos". A empresa tem até o dia 26 de março para responder.

    Em resposta ao pedido de desculpas público de Zuckerberg, o deputado democrata David Cicilline afirmou que "isso não é suficiente".

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  • Reino Unido

    A Cambridge Analytica é de origem britânica e sua sede fica na Inglaterra. As autoridades locais já entraram com pedido de busca e apreensão na sede da empresa e recolher todo o material possível para ajudar nas investigações.

    O Reino Unido também está exigindo que Mark Zuckerberg se apresente para testemunhar no parlamento britânico.

    O dono do Facebook afirmou que ficará "feliz em testemunhar".

    Os anunciantes do Facebook no Reino Unido também exigem explicações. O pedido de esclarecimento foi feito pela ISBA, órgão que representa mais de 3 mil agências de publicidade na região. Leia mais

  • Europa

    A Ministra da Justiça da Alemanha, Katarina Barley, solicitou nesta quinta (22) uma conversa com executivos do Facebook para descobrir usuários da rede social no país foram afetados pela violação de dados usados pela Cambridge Analytica.

    Calcula-se que cerca de 30 milhões de pessoas utilizem o Facebook por lá. Para Barley, os esclarecimentos feitos pela empresa precisam descrever o que o Facebook planeja fazer para evitar que "isso aconteça de novo".

    A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda também foi um dos órgãos que iniciou uma investigação sobre o uso de publicidade política no Facebook. A sede europeia da empresa fica em Dublin, capital do país.

    O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, publicou em seu Twitter que muitas perguntas seguem sem resposta: "Estou ansioso para ouvir as explicações dele diante dos representantes eleitos de mais de 500 milhões de cidadãos europeus."

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  • Brasil

    O Ministério Público do Distrito Federal abriu inquérito civil público para investigar se os brasileiros tiveram informações vazadas pela Cambridge Analytica.

    "O consumidor tem o direito de saber como seus dados pessoais serão usados durante as eleições", afirmou em nota o promotor Frederico Meinberg. Leia mais

  • Israel

    Autoridades israelenses abriram uma investigação nesta quinta-feira (22) sobre as atividades do Facebook no país com o objetivo de identificar se os dados dos cidadãos israelenses foram usados ilegalmente.

    A agência de Proteção da Privacidade de Israel disse ter informado a rede social que a decisão foi tomada devido a transferência de dados pessoais da empresa para a Cambridge Analytica e a "possibilidade de outras infrações de lei" em relação aos cidadãos israelenses.

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  • Investidores preocupados

    Em meio ao caos enfrentado pelo Facebook, investidores também têm se mostrado preocupados e sedentos por explicações da empresa.

    Nos últimos três dias, as ações caíram e o valor de mercado da empresa caiu em quase US$ 46 bilhões.

    A administradora de investimentos escandinava Nordea Asset Management, que administra 330 bilhões de euros, proibiu seus fundos de investir no Facebook. Já a alemã Union Investiments decidiu reavaliar todas as ações que possuem da rede social.

    A Comissão Federal do Comércio dos EUA avalia se a empresa violou um acordo firmado lá em 2011 relacionado à proteção da privacidade de seus usuários.

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