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Após boicote, Google ataca rede de pornografia infantil no YouTube; entenda

Silva Júnior/Folha Imagem
"Buraco de minhoca" que permitia comentários e conexões sobre pornografia infantil com vídeos inofensivos Imagem: Silva Júnior/Folha Imagem

Da AFP, em Washington

2019-02-22T09:10:22

22/02/2019 09h10

O YouTube, de propriedade do Google, anunciou nesta quinta-feira (21) que está tomando medidas para solucionar uma falha que permitia aos usuários compartilhar comentários e links sobre pornografia infantil através da plataforma.

A resposta chegou depois de que o usuário Matt Watson - com 26 mil inscritos - revelou nesta semana o que chamou de "buraco de minhoca" que permitia comentários e conexões sobre pornografia infantil com vídeos inofensivos.

"Qualquer conteúdo, incluindo os comentários, que ponha os menores em perigo é abominável e temos políticas claras que proíbem isto no YouTube", disse um porta-voz à AFP.

"Tomamos medidas imediatas ao eliminar contas e canais, informando sobre atividades ilegais às autoridades e desabilitando comentários sobre dezenas de milhões de vídeos que incluem menores. Há mais a fazer e continuamos trabalhando para melhorar e detectar o abuso mais rapidamente".

Watson, cujo nome de usuário é MattsWhatItIs, acrescentou que o algoritmo de recomendação do YouTube facilitava esta situação "devido a algum tipo de problema técnico".

A publicação de Watson provocou uma série de informes de notícias e, segundo alguns meios, boicotes de anúncios no Youtube de algumas grandes empresas como Nestlé e Disney.

A Epic Games, conhecido por seu popular jogo on-line "Fortnite", disse que ia suspender os anúncios no YouTube depois das notícias. "Através de nossa agência de publicidade, contatamos o Google e o YouTube para determinar as ações que tomarão para eliminar este tipo de conteúdo de seu serviço", acrescentou.

A falha permite que alguns usuários consigam evitar as proibições de pornografia infantil por parte do Google e outras plataformas da Internet.

O incidente provocou temores de uma nova crise de "segurança da marca" para o YouTube, que no ano passado perdeu anunciantes depois das revelações de aparecimento de mensagens em canais que promoviam teorias da conspiração, o nacionalismo branco e outros conteúdos questionáveis.