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Uber aumenta preços em Nova York por nova lei do salário mínimo

Divulgação
Nova lei garante piso de remuneração aos motoristas Imagem: Divulgação

Josh Eidelson

2019-02-01T16:52:30

01/02/2019 16h52

A Uber está aumentando os preços -- e pressionando os motoristas -- em Nova York, onde há uma nova regra de remuneração mínima em vigor.

A Uber Technologies aumenta os preços das viagens na cidade a partir desta sexta-feira em resposta à nova regra, informou a empresa em comunicado enviado à Bloomberg. Além disso, como a regra exige que a empresa pague a viagem de volta dos motoristas após eles levarem passageiros para fora da cidade, algumas corridas para fora de Nova York terão uma sobretaxa. Um representante da Uber preferiu não dizer quanto os preços das corridas subirão.

Além desses aumentos de preços, em boa parte de Manhattan os passageiros da Uber começarão a pagar US$ 2,75 a mais por corrida, ou US$ 0,75 por corrida em viagens em grupo. Essas são taxas estaduais de congestionamento separadas que um juiz da Corte Suprema de Nova York decidiu na quinta-feira colocar em vigor em meio à continuidade de um recurso dos taxistas e dos donos de licenças de táxi da cidade.

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No tocante aos seus motoristas da cidade de Nova York, informou a empresa de São Francisco, algumas ofertas de pagamentos de bônus podem não estar mais disponíveis e a partir de maio o serviço de luxo Uber Black ficará restrito aos motoristas que tiverem pelo menos nota 4,85 de 5 atribuída pelos clientes. A partir de setembro, o serviço também passará a ser restrito aos que tiverem um dos veículos de uma curta lista de opções. Os passageiros agora terão cinco minutos, em vez de dois, para chegar ao ponto de coleta, mas os motoristas receberão mais pelo tempo que passarem esperando depois disso.

Por outro lado, os motoristas receberão o aumento imediatamente. A regra dos salários, aprovada em dezembro pela Comissão de Táxis e Limusines da cidade seguindo lei do conselho municipal, garante aos motoristas um salário mínimo de US$ 17,22 por hora. A Lyft e a Juno entraram com ações judiciais na quarta-feira para cancelar a regra. A juíza Andrea Masley programou audiência para 18 de março e, nesse ínterim, ofereceu às empresas de carona compartilhada baseadas em aplicativos a opção de depositar o pagamento adicional em juízo à espera de sua decisão.

A Lyft preferiu não comentar se o faria; a Juno não respondeu a um e-mail em busca de comentários. A Uber, que não contesta a regra, informou na quinta-feira que havia dito ao tribunal "que não pretendemos reter nada da remuneração dos motoristas".