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Facebook deleta conta falsas com campanhas em favor da Arábia Saudita

Ao todo, o Facebook deletou 217 contas, 144 páginas e cinco grupos do sistema - RFI
Ao todo, o Facebook deletou 217 contas, 144 páginas e cinco grupos do sistema Imagem: RFI

02/08/2019 09h18

O Facebook anunciou nesta quinta-feira que desmantelou uma campanha online na qual indivíduos ligados ao governo da Arábia Saudita se passavam por cidadãos de outras regiões para influenciar a opinião pública desses locais em favor do país.

Em um post no blog da empresa, o chefe de Políticas de Cibersegurança do Facebook, Nathaniel Gleicher, disse que foram deletadas 217 contas na rede social, 144 páginas e cinco grupos. Já no Instagram, também de propriedade da companhia, foram 31 os perfis deletados por envolvimento no caso.

Segundo ele, todos eram usados para realizar "comportamentos não autênticos", ou seja, escondiam suas identidades reais para praticar outras atividades nas duas redes sociais.

A campanha tinha origem na Arábia Saudita. Entre os alvos estavam, além do próprio país, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egito, Marrocos, Líbano, Palestina, Líbano e Jordânia.

As mensagens, a maior parte delas escrita em árabe e algumas camufladas como se fossem de veículos de imprensa, falavam sobre as reformas econômica e social promovidas pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Outro tema tratado era o êxito das Forças Armadas do país, em especial no conflito com o Iêmen.

Além disso, os conteúdos frequentemente criticavam países como Irã, Catar e Turquia, colocavam em dúvida a credibilidade de veículos como a "Al Jazeera" e de organizações como a Anistia Internacional.

"Embora as pessoas por trás dessas atividades tenham tentado esconder suas identidades, nossa investigação achou vínculos com indivíduos associados ao governo da Arábia Saudita", disse o executivo do Facebook.

As páginas fechadas tinham juntas 1,4 milhão de seguidores e os grupos 26 mil membros. No total, foram gastos US$ 108 mil em publicidade na campanha.

Em paralelo, a empresa comandada por Mark Zuckerberg informou hoje sobre a desarticulação de outra uma ação de características similares, mas com origem nos Emirados Árabes Unidos e no Egito.

Neste segundo caso, o Facebook fechou 259 perfis, 102 páginas, cinco grupos e quatro eventos. A campanha também estava no Instagram, rede na qual foram deletadas 17 contas de usuários.

O objetivo era similar ao da Arábia Saudita. As contas, punidas por "comportamento não autêntico" nas duas redes sociais, queriam influenciar as sociedades de países do Oriente Médio e da África.

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