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Facebook agora bloqueia compartilhamento de foto íntima e ajuda vítima

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Do UOL, em São Paulo

05/04/2017 12h58

O Facebook anunciou nesta quarta-feira (5) que está implantando novas ferramentas para impedir que fotos íntimas sem autorização sejam compartilhadas.

Segundo a empresa, a partir do momento em que a imagem é denunciada, ela recebe um filtro que impede a identificação do conteúdo e o seu compartilhamento fica bloqueado enquanto uma equipe da empresa faz a revisão da publicação.

As regras valem para o Facebook, Messenger e Instagram e já estão sendo liberadas para os usuários, segundo a assessoria de imprensa do Facebook.

O procedimento para fazer a denúncia é semelhante ao que já existe em casos de fotos contendo nudez e de atividade sexual. O usuário que achar que uma imagem íntima foi compartilhada sem permissão pode denunciá-la ao clicar na foto e ir no ícone “Opções”.

Basta selecionar a opção que melhor descreve o problema (no caso, compartilhamento de fotos íntimas) e seguir as instruções da tela.

Uma equipe responsável fará a revisão do conteúdo e vai avaliar se ela viola as regras da companhia. Caso seja detectada a violação, a imagem será removida e enviada para um banco de imagens. Em alguns casos, a conta do responsável pelo compartilhamento será desativada.

Se o usuário que teve a conta desativada achar que a imagem foi retirada por engando, poderá recorrer.

Outra medida adotada pela empresa é a tecnologia de “photo-matching” (identificação de imagens semelhantes). Mesmo depois de removida, a foto íntima pode ser novamente compartilhada. Caso o sistema identifique a tentativa, ele vai alertar o perfil que está tentando compartilhar o conteúdo, ressaltando que ele viola suas políticas e que o compartilhamento não será possível.

Apoio às vítimas

Além das ferramentas, o Facebook anunciou uma parceria com organizações de segurança que oferecem apoio às vítimas deste tipo de prática. Entre elas estão a Cyber Civil Rights Initiative, nos Estados Unidos.

O objetivo é criar um canal único em que as pessoas possam falar sobre o assunto para que as empresas de tecnologia obtenham informações que possam ajudar a melhorar processos e ferramentas no combater à exposição indevida. O Facebook não detalhou como funcionará este canal.

Vaquinha virtual no Facebook

Divulgação
"Vaquinha virtual" no Facebook Imagem: Divulgação

O Facebook também decidiu expandir suas ferramentas que envolvem campanhas de caridade.

Chamada de fundraiser pessoal, usuários e organizações não governamentais poderão criar suas páginas com campanhas de mobilização de recursos e receberem as doações dentro dos próprios perfis. Além de publicar fotos, vídeos e informações sobre seus eventos.

Na hora da criação é possível escolher se a campanha está relacionada a educação, medicina, procedimentos veterinários, desastres naturais, emergência pessoal ou funeral/perda de um ente querido.

De acordo com o Facebook, os fundraisers pessoais pagarão uma taxa de 6,9% + US$ 30 para manter suas campanhas.

Por enquanto, o recurso está liberado apenas nos Estados Unidos. Não há previsão para ser liberado em outros países. 

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