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Está na dúvida se um site pode ser malicioso? Nova página vai te responder

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Novo site vai te responder se página é maliciosa ou não Imagem: Shutterstock

Do UOL, em São Paulo

16/10/2017 04h00Atualizada em 16/10/2017 11h53

Quem nunca entrou em um site e ficou naquela dúvida se ele é malicioso ou não? Pois é, mas uma nova página lançada nesta segunda-feira (16) promete te ajudar a tirar aquela pulga atrás da orelha. Isso porque ela te responde na hora se o site que você está desconfiado pode provocar algum tipo de dano a você. Batizado de DFNDR Lab, o site é uma iniciativa da PSafe, empresa do segmento de segurança digital. 

Atualmente, a companhia já trabalha com um aplicativo antivírus que visa identificar e impedir ameaças relacionadas a smartphones.

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O site será um serviço do DFNDR Lab, laboratório de segurança especializado no combate ao cibercrime da PSafe, além de agir "em defesa da proteção da liberdade digital do internauta". O funcionamento primordial dele é bem simples: basta colocar o link do site que você suspeita e a página afirmará se o endereço online é seguro ou não. Tudo isso gratuitamente.

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Aviso de que o site analisado não contém ameaças Imagem: Divulgação

Serão três opções de resposta. Uma diz que o site oferece uma navegação segura (foto acima). A resposta da análise ainda é acompanhada por dicas para se manter longe de ameaças. Já a resposta com link potencialmente malicioso (foto abaixo) conta com duas colunas com dicas. Uma caso você já tenha aberto o site e outra se você não navegou por ele. A resposta pode ser compartilhada em redes sociais e até WhatsApp, o que e ótimo para você alertar a pessoa que enviou o link.

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Aviso de que o site é malicioso Imagem: Divulgação

A terceira opção de resposta do site da PSafe (foto abaixo) envolve páginas que inicialmente não são encontradas automaticamente na análise. Nesses casos, a empresa afirma que o link enviado será encaminhado para analistas que responderão ao usuário, via e-mail, em até 24 horas.

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Aviso de site não encontrado - a PSafe promete responder em até um dia útil Imagem: Divulgação

Na análise sobre dados maliciosos, valerá qualquer tipo. Mesmo que o site não transmita nenhum malware ou algo do tipo ao computador da vítima e só peça, por exemplo, por dados do usuário sem dizer claramente o que é feito com as informações, ele estará na lista vermelha do site da PSafe como “potencialmente malicioso”.

Atuam no site, segundo a companhia, um time global dos chamados “white hat hackers”, analistas com vasta experiência e conhecimento técnico em segurança digital. A página ainda reúne inteligência artificial e aprendizado de máquina, mas a PSafe também aposta bastante na colaboração de usuários por meio do envio de links para serem analisados.

Outras funções do laboratório

O laboratório digital da PSafe contará ainda com outras ferramentas para o usuário. Um deles é um glossário de segurança mobile, que explica para o usuário cada um dos complicados termos de segurança digital – malware, phishing, ransomware e mais.

No topo da página, é constantemente atualizado o número de ataques detectados pelo DFNDR Lab nas últimas 24 horas. Na última sexta, quando o UOL Tecnologia teve acesso antecipado ao site, o número em determinado momento passou da casa de 200 mil para mais de 600 mil. Ao UOL Tecnologia, a PSafe também disse que novos recursos serão adicionados aos poucos na página.

Relatório trimestral sobre ameaças

O laboratório da PSafe ainda oferecerá trimestralmente um relatório sobre o número de ameaças identificadas no Brasil. O referente ao terceiro trimestre do ano foi apresentado nesta segunda. Confira alguns dos dados:

  • Os ciberataques totais cresceram 44% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2017
  • Cibertaques via malware cresceram de 3,7 milhões para 5 milhões, aumento de 49% entre os dois trimestres
  • Ciberataques via links maliciosos cresceram de 45,7 milhões para 65,7 milhões, salto de 44% entre os dois trimestres

Segundo a PSafe, os dados apontam que o uso de links maliciosos já é 12 vezes maior que o de malware. Esse crescimento de links maliciosos demonstra uma “ampla aplicação de metodologias de engenharia social” em ciberataques.

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