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Sabe quanto os ataques cibernéticos custaram aos EUA? US$ 109 bilhões

Hajjaj/Ad-Dustour/NYT
Imagem: Hajjaj/Ad-Dustour/NYT

Do UOL, em São Paulo

2018-02-17T12:42:57

17/02/2018 12h42

Os hacker estrangeiros deixaram um rombo de US$ 57 bilhões a US$ 109 bilhões na economia dos Estados Unidos em 2016. Essa é a estimativa apresentada pelo Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca em relatório apresentado nesta sexta-feira (16).

A briga eterna dos EUA com países como Rússia, China, Irã e Coreia do Norte tem caras consequências, já que são de lá os principais responsáveis pelas atividades cibernéticas maliciosas, segundo o documento feito pela inteligência americana.

A Casa Branca culpou especialmente a Rússia. "Em junho de 2017, o Exército russo lançou o ciberataque mais destrutivo e custoso da história", que "rapidamente se difundiu no mundo", gerando danos de "bilhões de dólares" na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos.

Estavam falando do vírus "NotPetya", que começou a se espalhar na Ucrânia, atingindo páginas de bancos, ministérios e jornais, e se disseminou por Itália, EUA, França e Alemanha. Para os EUA, o ataque "foi parte do esforço do Kremlin para desestabilizar a Ucrânia". Moscou, entretanto, negou as acusações.

Mas os inimigos internos também existem. Os concorrentes corporativos, os ativistas que procuram desenvolver uma agenda política e o crime organizado também são responsáveis pelo rombo na economia.

Empresas temem perder US$ 8 trilhões

O custo do crime cibernético para as empresas nos próximos cinco anos poderia chegar a US$ 8 trilhões, afirmou o Fórum Econômico Mundial em um relatório em janeiro. Por isso, empresas como Siemens, Airbus, IBM, Allianz, Daimler e Deutsche Telekom se uniram para tentar combater ataques de hackers em grande escala.

Lembrando que o ransomware WannaCry paralisou no ano passado partes do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e infectou mais de 300 mil computadores em 150 países

Em carta, o grupo pede que governos e empresas assumam a responsabilidade pela segurança digital nos mais altos níveis. Sugerem que poderiam ser criados ministérios e cargos executivos específicos para garantir proteções mais fortes contra ataques aos sistemas digitais que controlam casas, hospitais, fábricas e quase toda a infraestrutura. A falta de proteção dos sistemas "poderia ter consequências devastadoras" para os valores democráticos e econômicos, dizem.

"Temos que tornar o mundo digital mais seguro e confiável", afirmou o CEO da Siemens, Joe Kaeser, no comunicado:

Chegou a hora de entrar em ação -- não apenas individualmente, mas em conjunto

Relatório do Fórum Econômico Mundial ressalta que hackers com financiamento estatal estão tentando "desencadear uma crise nos sistemas que mantêm o funcionamento das sociedades", com milhares de ataques todos os meses à infraestrutura crítica, desde os sistemas de aviação europeus até as centrais de energia nuclear dos EUA. (Com agências internacionais)

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