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Quem é a ativista negra que aparece no doodle do Google?

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Imagem: Reprodução

Laís Modelli

Da DW

04/04/2018 11h58

O 4 de abril entrou para a história como a data do assassinato de Martin Luther King, ativista de direitos humanos e civis americanos. Nesse dia, em 1968, o racista James Earl Ray atirou em King, que estava na sacada de um hotel em Memphis, Tennessee.

Contudo, nesta quarta-feira (4), o doodle do Google escolheu homenagear uma mulher ativista negra: uma ilustração que retrata Maya Angelou aparece acima da caixa de busca da ferramenta. A americana, que morreu em 2014, completaria 90 anos nesta quarta.

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Marguerite Annie Johnson nasceu em St. Louis, Missouri, EUA. Após ser estuprada pelo namorado da mãe aos sete anos de idade, ela ficou muda por cinco anos e passava os dias lendo. 

Aos 17, engravidou. Para sustentar o filho, se tornou a primeira mulher e negra a ser motorista de bonde da cidade de São Francisco, Califórnia. 

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Poeta e ativista Maya Angelou morreu aos 86 anos, na Carolina do Norte Imagem: AP

Mas ela nunca abandonou o gosto por ler e escrever e acabou tornou a primeira mulher negra roteirista e diretora em Hollywood. Também trabalhou como atriz, cantora e dançarina em peças teatrais que percorriam os EUA nos anos 50, quando surgiu o pseudônimo Maya.

Em 1969, publicou seu primeiro livro, I Know Why The Caged Bird Sings, autobiografia pela qual foi indicada para o National Book Award em 1970.

Angelou também escreveu textos jornalísticos durante período em que viveu na África, se envolveu em movimentos de independência africanos e acabou se tornando uma das ativistas de direitos civis de maior destaque de sua geração.

De volta aos EUA, se tornou amiga pessoal de Martin Luther King e Malcon X. Atuou na luta pelos direitos civis americanos na década de 60 e ajudou a fundar a Organization of AfricanAmericanUnity. Assistiu aos assassinatos dos dois amigos ativistas, tendo King morrido no aniversário de 40 anos de Angelou.

Em reconhecimento ao seu ativismo político ligado aos negros e às mulheres, Angelou foi convidada a recitar um de seus poemas, On the Pulse of Morning, na posse do presidente Bill Clinton, em 1993.

Em 2011, o então presidente Barack Obama entregou a Maya Angelou a Medalha Presidencial da Liberdade. A poeta e autora foi "uma das luzes mais brilhantes dos nossos tempos", disse Obama na ocasião.

Já com a saúde debilitada, Angelou morreu em maio de 2014 e deixou como legado palavras como estas: "Aprendi que as pessoas vão esquecer o que você disse, que as pessoas irão esquecer o que você fez, mas que elas nunca esquecerão como você as fez sentir" (And Still I Rise, 1978).

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