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Brasileiros tiveram e-mail e celular vazados no Uber; usuários são avisados

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Vazamento de dados da Uber afetou usuários nacionais Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

11/04/2018 20h34

Parte dos usuários brasileiros da Uber teve seus dados vazados em uma grande brecha da companhia ocorrida em 2016. O aplicativo começou a avisar recentemente cidadãos nacionais que foram vítimas do vazamento de dados - o UOL Tecnologia teve acesso a um desses e-mails.

A falha global de segurança da Uber expôs os dados de 57 milhões de pessoas. No Brasil, foram afetados 196 mil usuários. A companhia afirma que tomou medidas de segurança após a brecha de 2016 para impedir acessos futuros a dados da plataforma e aumentar a segurança do aplicativo. Além disso, apontou que os usuários afetados não precisam tomar nenhuma medida extra de segurança.

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A mensagem de aviso às vítimas faz parte de um acordo da Uber com a Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O Brasil não exige por lei que autoridades e usuários sejam avisados em caso de violação de dados, como ocorre nos Estados Unidos. A Uber diz colaborar com as investigações. 

No e-mail enviado a usuários, a companhia pede desculpas e afirma que dados como nome, e-mail e telefone celular foram comprometidos no vazamento de dados. A empresa ainda alega no comunicado que não foi identificada nenhuma fraude ou isso indevido relativo ao incidente e que o aviso é apenas para o usuário ter conhecimento do que ocorreu.

A Uber diz que “especialistas externos não identificaram nenhum indício de download de históricos de locais de viagens, números de cartões de crédito e contas bancárias ou datas de nascimento”.

Uber ocultou vazamento de dados

Cerca de 57 milhões de pessoas, entre usuários e motoristas do Uber, tiveram seus dados expostos em um ciberataque. Segundo investigações, a companhia pagou US$ 100 mil (cerca de R$ 330 mil) para que os hackers que executaram a ação se mantivessem silenciosos sobre os atos.

O roubo de dados foi ocultado pela companhia por mais de um ano até vir à tona em novembro do ano passado. A empresa demitiu Joe Sullivan, chefe de segurança, e um de seus assessores pelos respectivos papéis em deixar a ação hacker por baixo dos panos. Todo o caso foi confirmado pelo próprio Uber ao site.

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