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Samsung ou Apple? Que nada, o celular mais avançado do mundo será chinês

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Rumores dizem que o Huawei Mate 20 terá este visual, será? Imagem: Reprodução

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/05/2018 04h00

Quando você pensa num celular top de linha, de qual se lembra? Do iPhone, da Apple, ou do Galaxy, da Samsung, provavelmente. No mundo do marketing, o chamado "top of mind" se refere às marcas que são mais populares nas mentes dos consumidores. Mas, claro, existem outras opções para quem quer um aparelho turbinado. Além das outras marcas que vendem por aqui, como LG, Sony, Motorola e Asus, há os celulares chineses. 

Um deles, em especial, tem tudo para deixar iPhone X, Galaxy S9 e, provavelmente, o futuro Galaxy Note 9 comendo poeira: o Huawei Mate 20 deve chegar ao mercado internacional em setembro, mas já virou assunto entre a crítica especializada.

Talvez você não saiba, mas, apesar de serem um pouco desconhecidas do público brasileiro, marcas chinesas estão na vanguarda de tecnologias para celulares e já superaram, há muito tempo, o hábito de copiar empresas ocidentais.

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Gabaritando o teste

As primeiras especulações sobre o poder do Huawei Mate 20 surgiram após a marca chinesa divulgar que ele alcançou 356.918 pontos no teste de benchmark AnTuTu, que analisa desempenho. 

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Imagem: Reprodução

Para se ter uma ideia, o Galaxy S9 marcou 250.156 pontos na ferramenta, e o iPhone X, 226.058 pontos. O Mate 20 também superaria, com folga, seu antecessor Mate 10 Pro (213.133) e o recém lançado P20 Pro (209.884).

Ainda que os resultados nessas ferramentas de benchmark costumem variar, o que impressiona é a diferença entre o Mate 20 e os demais aparelhos.

A razão para isso, especula-se, é a nova arquitetura Kirin 980, composta por um conjunto de processador ARM Cortex-A75 e um chip gráfico mais potente do que os utilizados até o momento. Produzido pela própria Huawei, ele deverá estrear no Mate 20 e depois migrar para outras linhas de aparelhos da marca.

Aqui, o grande diferencial é a sua construção, prevista para usar um padrão de 7 nanômetros - um nanômetro equivale a um milímetro dividido por um milhão. Mas o que isso significa? Basicamente, significa um avanço no processo de produção capaz de fazer transistores cada vez menores e, com isso, aumentar a quantidade desses componentes que "cabem" dentro de um chip, o que o torna mais poderoso

É provável que outras fabricantes, como a Qualcomm - que produz processadores da linha Snapdragon, usados por diversas marcas - adotem esse método de produção em breve, mas a Huawei deverá ser a primeira a lançar um aparelho com essa tecnologia.  

O avanço na tecnologia também tornou os chips mais eficientes em termos de consumo energético. Some a isso as baterias de até 4.000 mAh, que a Huawei adotou em seus celulares topo de linha, e você passa a ter aparelhos que ficam muito tempo longe da tomada.

Um exemplo é o Mate 10 Pro, que possui uma bateria de 4.000 mAh. Em testes feitos por veículos especializados, como o Techradar e o Trusted Reviews, o aparelho top de linha da Huawei chegou a "sobreviver" por quase dois dias de uso "normal". Em geral, aparelhos com mais recursos raramente ultrapassam a marca de 24h de uso sem precisar de uma recarga.

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Aprendizado contínuo

Especula-se ainda que a arquitetura Kirin 980, além de garantir a força para os aparelhos, também trará avanços consideráveis na inteligência artificial dos dispositivos, se valendo de um novo núcleo de processamento neural, ou NPU.

O uso de inteligência artificial e machine learning (ou "aprendizado de máquina") em celulares não é exatamente novidade - a Apple, por exemplo, usa essa solução em recursos como o Face ID e o Animoji, enquanto a câmera do Google Pixel 2 se vale de inteligência artificial para processar e otimizar fotos.

A questão maior é quanto esses processos consomem de energia e o quanto eles são rápidos e eficientes. Conforme há avanços nessa área, o "aprendizado" do chip se torna mais rápido e natural, o que tende a melhorar o desempenho do aparelho e, consequentemente, a experiência dos usuários.

E isso vale para as mais diversas tarefas. Por exemplo, a eficiência de assistentes virtuais aos moldes da Siri da Apple ou do assistente do Google seria maior, com respostas mais precisas e rápidas.

Ou ainda, para melhorar a qualidade das fotos tiradas, sem exigir malabarismos em termos de hardware - o Mate 20, por exemplo, deverá usar uma configuração mais convencional nesse sentido, com câmera dupla na traseira, em vez do trio de lentes vistos no P20.

Ao comentar sobre o Kirin 980, o site Android Authority levantou uma questão importante: "A HiSilicon, fabricante de chips da Huawei, avançou de forma rápida, indo do fraco Kirin K3V2 para o poderoso Kirin 970 [a arquitetura usada atualmente pelos celulares mais potentes da marca] em menos de cinco anos".

Caso todas as promessas em torno dessa nova arquitetura de processamento da Huawei se confirmem, a empresa novamente desponta com uma capacidade evolutiva muito maior do que as concorrentes ocidentais --é raro haver saltos evolutivos grandes entre gerações de iPhone, por exemplo, da forma como eles acontecem entre as fabricantes chinesas como Huawei, Xiaomi, OnePlus e Vivo.

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