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Novo serviço deixa você tomar banho em qualquer banheiro da cidade

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Go Shower, de Porto Alegre, vai permitir pagar para tomar banho em residências Imagem: Getty Images

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL Tecnologia

13/05/2018 04h00

Quantas vezes você foi surpreendido pouco antes de um compromisso, seja por uma chuva, um carro que passa em uma poça d'água e te molha ou, ainda, simplesmente pelo suor e brincou dizendo que "pagaria por um banho"?

No que depender de uma empresa gaúcha, alugar um chuveiro não apenas fará parte da realidade como também será algo bem simples. Essa é a ideia por trás da Go Shower, uma startup de Porto Alegre (RS) que pretende ser uma espécie de "Airbnb do banho". A referência à empresa que revolucionou o mercado de hospedagem não é à toa: o método de funcionamento de ambas é bastante similar.

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As pessoas poderão oferecer e cobrar pelo uso do chuveiro em suas casas. Inicialmente haverá uma taxa de R$ 15 para usar o banheiro por 15 ou 20 minutos. Desta taxa, 75% vai para o anfitrião e o restante vai para a Go Shower. Nesse primeiro momento, isso acontecerá mediante reserva e com pagamento via cartão de crédito. Os dados do anfitrião são checados e ele também pode escolher os horários que o banheiro estará disponível. Os pagamentos são feitos uma vez por semana.

Além do chuveiro, o bom anfitrião disponibilizará toalha, sabonete e xampu aos usuários, porém isso não é uma obrigação imposta pelo serviço. Quem for usar o chuveiro também pode levar seus próprios produtos de higiene, caso preferir.

A implantação do serviço terá duas etapas. Inicialmente, com a operação em Porto Alegre, os usuários que desejarem utilizar o chuveiro precisarão agendar o banho com um dos proprietários de imóveis cadastrados. O funcionamento terá início no dia 30 de maio.

Breve em São Paulo

Em um segundo momento, com o início da operação em São Paulo - algo que está previsto para agosto - a ideia é que, além das reservas, o app também mostre quais banheiros estão disponíveis para uso nas redondezas, de maneira similar ao que ocorre em apps como a Uber, e que os anfitriões determinem o preço dos seus banheiros. "A gente acredita que as pessoas possam ter imprevistos e precisem tomar um banho de última hora", diz Lucas Conceição, cofundador da Go Shower e responsável pelo marketing e pela comunicação da empresa.

A operação em São Paulo, por sinal, é estratégica para a Go Shower. "É uma cidade com muitos ciclistas e muita gente deixa de andar de bicicleta e utilizar as ciclovias por não ter onde tomar um banho depois de pedalar até o trabalho, por exemplo". A Go Shower está em negociação para obter novos investimentos para a chegada em SP.

Fernanda Conceição/Go Shower/Divulgação
Marcelo Barboza, Lucas Conceição, Mateus Wainstein e Samuel Souza, da Go Shower Imagem: Fernanda Conceição/Go Shower/Divulgação

Por fim, Lucas explica que pode também ser criada uma categoria "black", com banheiros de hotéis por um preço um pouco maior e também um sistema que visa passar mais segurança para mulheres. "Se elas forem as anfitriãs, elas podem escolher se querem receber só mulheres. Se elas forem as usuárias, também podem escolher anfitriãs que sejam só mulheres". Ainda como medida de segurança, anfitriões e usuários terão dados como RG, CPF e fotos checados.

Por ora, a empresa está aceitando pré-cadastros tanto de anfitriões quanto de usuários. No momento, há 450 interessados que já se inscreveram tanto para usar o serviço quanto para oferecer seus banheiros quando o Go Shower começar as atividades em Porto Alegre. Caso você tenha interesse, esse pré-cadastro pode ser feito no site da empresa

Banho caro

"A ideia surgiu quando o Marcelo [Barbosa, um dos sócios da startup e responsável pelo marketing da empresa] estava organizando um evento que era longe da casa dele e não teria tempo para se arrumar antes de o evento começar. Ele acabou tendo que pagar a diária de um hotel só para usar o banheiro. Foi o banho mais caro da vida dele", conta Conceição

Depois de pagar mais de R$ 200 para se lavar, Marcelo acabou falando para Lucas uma frase que definiria a criação da empresa: "Por que não existe um Airbnb do banho?". "Pouco tempo depois, nos encontramos em São Paulo e ele contou a ideia de abrir a startup. Eu achei a ideia genial", diz Conceição.

As semelhanças com o Airbnb não ficam apenas no conceito dos serviços. Lucas explica que uma das primeiras dúvidas que surgiram era sobre quem iria abrir a casa para deixar um estranho tomar banho. "O livro que conta a história do Airbnb fala exatamente isso, que uma das dúvidas era sobre quem iria abrir suas casas para algum estranho dormir. Ninguém acreditava que o Airbnb seria a potência que é hoje".

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