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Apesar da multa bilionária, empresa dona do Google vai bem, obrigado

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Imagem: Getty Images

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo *

2018-07-24T09:45:33

24/07/2018 09h45

A Alphabet, matriz da Google, informou nesta segunda-feira (23) que seus lucros líquidos do segundo trimestre baixaram 9,3%, devido à multa imposta pela União Europeia. Mas suas receitas tiveram forte alta.

Em 18 de julho, a Comissão Europeia (CE) decidiu que certas disposições contratuais em acordos entre Google e parceiros Android infringiram a lei de concorrência europeia, o que acarretou em uma multa de 4,34 bilhões de euros (US$ 5,07 bilhões).

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Logo, por conta da multa o resultado líquido da Alphabet caiu de US$ 8,3 bilhões para cerca de US$ 3,2 milhões. O balanço incluiu o efeito das multas da CE acumuladas no segundo trimestre de 2017 e no segundo trimestre de 2018.

Mas fora isso, tudo bem para a gigante de tec: as ações da companhia subiram 5% nas operações do mercado posteriores ao fechamento, devido a que os resultados foram melhores do que o esperado pelo mercado.

A Alphabet registrou um aumento de 26% em suas receitas, chegando a US$ 32,7 bilhões.

Outras apostas

Para quem pensa em Google e só lembra do buscador ou do Android, lembramos que a Alphabet tem uma categoria de negócios chamada "Outras Apostas", que financeiramente ainda são seu calcanhar de Aquiles.

Essa categoria inclui quase todas as divisões que não são do Google, como os carros autônomos Waymo, o laboratório de tecnologia experimental X, a unidade de entrega de drones Project Wing, o provedor acesso de à internet (antigo Google Fiber), as áreas de saúde Verily e Calico e outras unidades menores centradas em investimentos de capital de risco.

Essas unidades de apostas geraram US$ 145 milhões em receita no segundo trimestre deste ano, um aumento de 33% ano a ano. No entanto, custou à Alphabet US$ 732 milhões em perdas operacionais. Em 2017, essa perda foi menor, de US$ 633 milhões.

No entanto, isso pode ser facilmente justificado pelos investimentos da empresa em pesquisa nessas novas áreas, que por serem experimentais, ainda estão longe de serem amplamente comercializados. O Waymo, por exemplo, está em fase de testes apenas em algumas cidades nos arredores de Phoenix, nos EUA.

* com agência AFP

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