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A tecnologia por trás...


Entenda a tecnologia por trás do bungee jump mais emocionante do mundo

Fabiana Uchinaka

Do UOL, em São Paulo*

2018-08-11T10:00:00

11/08/2018 10h00

Os conceitos de bungee jump foram redefinidos. Um novo projeto milionário acaba de ser inaugurado em Queenstown, na Nova Zelândia, aquela terra por onde escorre adrenalina.

Trata-se de uma "catapulta humana" que lança os participantes a quase 150 metros no ar numa velocidade de até 100 km/h. Se bem que, apesar de batizada de Nevis Catapult, ela parece mais um "estilingue humano" que uma geringonça medieval.

Enfim, a brincadeira foi construída por Henry van Asch, cofundador da A.J. Hackett Bungy New Zealand e responsável pelo primeiro bungee jump comercial, feito há 30 anos. E a sofisticada tecnologia foi parcialmente financiada pelo governo neozelandês, que deu U$ 500 mil (quase R$ 2 milhões) ao projeto.

Batizada em homenagem ao rio no qual o novo equipamento flutua, ela não se limita apenas a arremessar pessoas. Diferentemente de um bungee jump clássico, que envolve queda livre e rebote (o vai e volta), aqui o passageiro é empurrado para frente e então içado.

Depois de equipados com um cinto de segurança, os caçadores de emoções são presos a um sistema de cabo de tração computadorizado e uma corda elástica. Então, são lançados da plataforma na horizontal.

Reprodução
A plataforma fica a 150 metros de altura Imagem: Reprodução

Os computadores decidem a quantidade correta de pressão aplicada no cabo, baseada no peso da pessoas. São 3g de força. O passageiro é puxado de volta por um guincho ultrarrápido, o primeiro do tipo no mundo --tudo isso a 150 metros de altura sobre um vale de pedras.

Então não, não é bem uma catapulta, apesar do nome. O grande lance aqui é usar uma tecnologia capaz de calcular e combinar velocidade, altura e voo, como nunca tinha sido feito antes.

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Computadores controlam o salto Imagem: Reprodução

Em um bungee jump, você escolhe quando pular e cai na vertical. Mas, na Nevis, "você está de certo modo entregue", diz Asch.

"Começamos a projetá-la para valer há três anos", conta. "Primeiro, foi necessário cerca de um ano para trabalhar no que queríamos que as pessoas experimentassem em termos de processos emocionais, físicos e intelectuais. Depois, dois anos atrás, entramos de fato no projeto técnico e mecânico."

As máquinas foram testadas durante um ano numa instalação de Christchurch, cidade da Nova Zelândia, antes de serem levadas para o local definitivo. Depois, foram testadas com barris, até conseguirem a certificação de segurança máxima.

Amigos e familiares de Asch foram os primeiros a testar. "Eles não sabiam nada a respeito. Vieram, testaram e todos saíram com um grande sorriso no rosto e os olhos arregalados", disse.

A A.J. Hackett já opera três bungee jumping na região, incluindo o mais alto do país, e também o Nevis Swing, outro equipamento de aventura que agora divide a plataforma de lançamento com a Nevis Catapult.

Van Asch estima que mais de 100 pessoas serão catapultadas para o ar a cada dia de operação durante a alta temporada.

Para experimentar, os participantes devem ter pelo menos 13 anos, pesar entre 45 quilos e 127 quilos e pagar 255 dólares neozelandeses (cerca de R$ 984). (Com Bloomberg)