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As TVs novas ainda correm o risco de ficar com a tela marcada?

TVs Oled tem mais chances de burn-in, mas não precisa se preocupar - Divulgação
TVs Oled tem mais chances de burn-in, mas não precisa se preocupar Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/10/2018 04h00

Boa parte das pessoas conhece alguém ou já foi vítima de uma situação para lá de indesejável: notar que, ao ligar a sua TV, a tela ficou com marcas permanentes devido a alguma imagem estática exibida por um período longo de tempo (como o logo de uma emissora, por exemplo). Esse efeito tem nome: retenção permanente de imagem ou burn-in.

O problema era um grande temor com a chegada das televisões de plasma e também das primeiras telas de LCD.

"Esse efeito de 'queima' ocorre principalmente nos aparelhos que possuem tecnologia de emissão de luz", afirma Marcelo Zuffo, professor do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da USP.

"Normalmente a degradação ocorre no fósforo das telas de tubo e plasma, mas também pode ser observada em telas Oled, já que é uma tecnologia de imagem baseada em emissão de luz", completa.

Esses tipos de TVs estão mais sujeitos ao burn-in por conta da tecnologia utilizada: cada pixel é uma fonte de emissão de luz.

"Existe uma degradação intrínseca dessas telas. Nestes casos, ela pode ocorrer de maneira não uniforme, fazendo com que algumas regiões da tela fiquem escurecidas ou com distorções cromáticas", afirma Zuffo.

Exibir a mesma imagem por muito tempo em um ponto acelera o problema:

Estas imagens acionam os pixels que acabam se degradando mais rapidamente do que outros

Segundo o especialista, donos de TVs Oled não precisam se preocupar. Apesar de haver uma chance maior do problema ocorrer nesse tipo de televisão, ele demora a aparecer.

"Em TVs modernas, esses efeitos são menos observados no curto prazo. A degradação observada é muito mais lenta do que nas de plasma".

Mas as TVs que utilizam iluminação de fundo, a chamada backlight, são as que têm menos riscos.

"No caso das telas LCD, Qled, LED-LCD, a degradação é menor. Só nas TVs de LCD mais antigas, com backlight de luzes fluorescentes, o risco era maior", explica o professor.

A Samsung, que tem uma linha de TVs Qled, diz que, por não usar construção orgânica ou pixels que emitem luz, suas telas têm risco menor de apresentar o efeito --a marca dá dez anos de garantia contra burn-in essa linha.

Permanente x temporário

Também é preciso diferenciar duas situações: o burn-in e a retenção temporária de imagens.

"São dois cenários completamente diferentes. Enquanto o burn-in é algo que fica marcado permanentemente, a retenção temporária é algo muito menos severo", diz Igor Krauniski, gerente de produtos do departamento de TVs da LG.

"Não existe um cálculo preciso que determine o quão rápido uma tela apresentará o burn-in", diz. 

Seria necessário uma imagem estática no mesmo ponto da tela por seis, oito horas para haver de fato o risco. É uma condição muito extrema de uso, ninguém faz isso

As emissoras costumam adotar logos transparentes, que não marcam a TV. Um caso de dano assim seria o painel do aeroporto, por exemplo, onde as informações ficam mais tempo paradas na tela.

Krauniski salienta que, ainda assim, o risco é pequeno.

Por mais que elas apareçam por longos períodos, essas marcas acabam saindo da tela em comerciais. É o suficiente para os pixels se atualizarem

Algumas marcas, como Sony e LG, prometem solucionar as possíveis retenções temporárias de imagem por meio de algoritmos presentes em suas TVs Oled, promovendo a chamada atualização de pixel. São procedimentos que ocorrem automaticamente após um determinado tempo de uso da TV, independente se as imagens exibidas no período foram estáticas ou não.

Essas TVs também costumam ter funções como papel de parede dinâmico e ajustes para diminuir o brilho em áreas nas quais um logo de emissora ou placar é detectado.

Zerando o risco

Vale lembrar que existem alguns procedimentos que ajudam a aumentar a vida útil do seu aparelho, não importa a tecnologia. Em primeiro lugar, é importante se atentar às recomendações do fabricante.

A chance de problemas ocorrerem é maior em casos de uso extremo do aparelho, como deixá-lo ligado por dezenas de horas ou exibir imagens estáticas por longos períodos.

Outra dica dada por Zuffo diz respeito às configurações da TV. "Atenuar o brilho diminui a luz emitida pelos pixels e, consequentemente, a degradação".

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