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Corro risco pagando o boleto de compras online? Entenda

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Até sequestro de estoque existe para fraudar compras online Imagem: Getty Images/iStockphoto

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

16/10/2018 12h17

Você é daqueles que quando vai fazer uma compra online escolhe gerar um boleto ao invés de pagar o produto na hora com o cartão de crédito? Muita gente tem esse costume e acha até mais prático, mas têm aquelas pessoas que se sentem bem mais seguras fazendo dessa forma.

O problema é que, como todo ambiente digital, existem alguns riscos que devem ser considerados. A empresa Konduto, especializada em serviços de análise de fraudes, listou três dos principais tipos de golpes envolvendo o boleto bancário.

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Para a empresa, a escolha do cartão de crédito para o pagamento da compra online é a ideal. Uma das vantagens é que o consumidor pode solicitar o estorno do valor caso identifique alguma operação incorreta em sua fatura, segundo a companhia. 

Vírus

Pois é. Existe um tipo de vírus, chamado bolware, que se instala no computador das pessoas. Com isso, o criminoso consegue alterar dados do boleto como valor e a conta em que o dinheiro será depositado.

O usuário acha que está pagando um boleto verdadeiro, mas o pagamento nunca é efetuado. Por isso, ele perde o dinheiro e o produto nunca chega. Em 2014, a “gangue do boleto” foi responsável pela infecção de 192 mil computadores.

Para evitar o risco, é aconselhável que você mantenha o sistema operacional do seu computador sempre atualizado (o mesmo vale para o celular). Outra dica é ter um programa de segurança (como antivírus) instalado e atualizado.

Golpe do vendedor falso

Outra prática, infelizmente, comum por aí é quando o criminoso cria anúncios falsos de um produto em um marketplace (espaço online de comércio de produtos), que pode funcionar em sites e redes sociais e envolve a negociação entre vendedor e comprador.

Neste caso, fraudador cria uma conta em carteiras virtuais, adquire cartões pré-pagos e gera boletos. Tudo isso com uma coisa em comum: ele configura a conta de depósito para suas contas pessoais.

Por isso, quando o usuário faz o pagamento via boleto, o dinheiro cai direto nessas contas. Mas como o anúncio do produto/serviço era falso, o cliente nunca recebe o que comprou.

Segundo a Konduto, em casos assim o marketplace não é obrigado a se responsabilizar pelo golpe, uma vez que o pagamento não foi realizado pela plataforma e a negociação foi direcionada para fora do ambiente “seguro” da empresa.

“Para evitar esse tipo de golpe, o cliente deve sempre concluir a compra e realizar pagamentos dentro da plataforma dos marketplaces. As empresas, por sua vez, devem sempre contar contar com uma boa análise cadastral e de risco na hora de aceitar a abertura de conta de vendedores”, aconselha a empresa.

Sequestro de estoque

O golpe é um pouco mais complexo e envolve diretamente as empresas que estão comercializando os produtos.

Funciona assim: uma empresa concorrente (e desonesta) utiliza o boleto bancário para comprar de uma vez vários produtos que estão em promoção em outra loja virtual. Na dinâmica do boleto, assim que ele é gerado os produtos ficam reservados para o comprador por um período.

Consequentemente, eles ficam indisponíveis para outras pessoas/empresas efetuarem a compra.

Depois disso, a empresa que “adquiriu” os produtos não efetua o pagamento e não faz mais nada.

Com isso, o lojista deixa de vender e lucrar, pois seu estoque foi “sequestrado” em uma prática desleal.

“Os lojistas concorrentes aproveitam para agir desta forma especialmente em datas sazonais. Para evitar prejuízos, é preciso que a loja virtual utilize uma solução antifraude que seja capaz de realizar a análise de pedidos em boleto e identificar comportamentos suspeitos”, explica a Konduto.

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