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Prisão e viral nos EUA: Conheça a história do meme do playboy riquinho

Twitter/Reprodução
Foto foi postada por garoto americano em 2014 e viralizou nos EUA em 2016 Imagem: Twitter/Reprodução

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

2019-01-11T12:20:43

11/01/2019 12h20

Em 2019, a foto de um garoto engomadinho, de camisa, shortinho, cinto de couro, sapatinho, brincos e relógio reluzente, voltou a ser compartilhada nas redes sociais de milhares de brasileiros. O chamado "playboy riquinho", no entanto, é um veterano das correntes "memísticas" internacionais. A foto, afinal, é de 2014.

Os "historiadores" do site "Know Your Meme", que cataloga as origens dessas peças humorísticas da internet, descobriram que a imagem tem origem no Twitter do usuário Lucky Luciano.

Ela foi postada em setembro de 2014, com a legenda "Você sabe que eu tinha que fazer isso". O tuíte foi replicado menos de duas mil vezes, antes da conta se tornar privada no fim de 2016.

E foi justamente em meados de 2016 que ela começou a ser repercutida como um meme. Em alguns casos, a imagem original era republicada com outra legenda, enquanto em outras a pose (ou face) de Luciano era aproveitada em montagens com figuras conhecidas da cultura pop, como Fred Flintstone, do desenho "Os Flintstones", e Zenyatta, do jogo "Overwatch".

O endereço onde Luciano foi fotografado, localizado em um bairro na cidade de Tampa, na Flórida, acabou virando uma "atração turística". Outros usuários do Twitter postaram fotos imitando a pose, ganhando milhares de retuítes e curtidas na rede social.

Aqui no Brasil, o meme ganhou uma conotação de um rico que não tem noção de onde está. Em um deles, o personagem pede um uísque em um boteco. O atendente do caixa, confuso, responde com um "o que é isso?"

Outra versão mostra o meninão todo pomposo com um skate no pé, questionando os companheiros skatistas de como eles andam de skate na rua e não na rampa.

O tal do Lucky Luciano, por sua vez, não manteve a postura refinada nos anos seguintes.

O fenômeno da internet chegou a ser preso em 2018 acusado de posse de cocaína, maconha e equipamentos para uso das drogas.

Ele chegou até a criar uma campanha de financiamento colaborativo para arrecadar fundos que custeassem o processo legal de seu caso, mas ficou longe da meta.