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6 motivos para você comprar o Galaxy S10 e 6 para não comprar

Gabriel Francisco Ribeiro/UOL
Novo Galaxy S10 é um dos melhores celulares no mercado Imagem: Gabriel Francisco Ribeiro/UOL

Gabriel Francisco Ribeiro

Do UOL, em São Paulo

2019-03-13T04:00:00

13/03/2019 04h00

Os novos modelos da linha Galaxy S10 chegaram ao Brasil na última terça-feira (12), com preços que variam entre R$ 4.299 e até R$ 8.999. O UOL Tecnologia já fez o review completo do S10+ e agora pergunta: vale a pena? Aqui estão os motivos para você comprar ou não os novos smartphones.

Relembrando, são três modelos de Galaxy S10 aqui no Brasil:

  • Galaxy S10e: é o iPhone XR da linha S da Samsung. Mais barato, vem com uma tela menor, de 5,8 polegadas, e sem curvas, duas câmeras traseiras e uma frontal. Não conta com o novo sensor de digitais, usando o botão lateral igual ao do Galaxy A7. Tem o carregamento Power Share.
  • Galaxy S10: versão padrão, com tela de 6,1 polegadas, câmera traseira tripla e uma câmera frontal. Tem o carregamento Power Share e leitor de digital ultrassônico na tela.
  • Galaxy S10+: versão parruda, com tela de 6,4 polegadas e até 1 TB de armazenamento. Por ter câmera traseira tripla e câmera frontal dupla, conta com dois buracos (discretos) na tela. Tem o carregamento Power Share e leitor de digital ultrassônico na tela.

Por que comprar

O design preferido

As três versões do Galaxy S10 chegam com o design com "furo na tela". Na prática, a frente do celular é tomada de tela exceto por um ou dois pequenos furos no canto superior direito voltado à câmera frontal. Em enquete promovida pelo UOL Tecnologia, esse estilo foi votado como o entalhe que mais agrada aos usuários.

Essa novidade permitiu um aparelho com mais tela em um corpo do mesmo tamanho do S9 do ano passado. Além disso, o Galaxy S10 é bonito e elegante com corpo de vidro na traseira mesclado com metal. O dispositivo ainda é mais leve e fino do que os do ano passado, mesmo contando com mais recursos.

A melhor câmera

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No nosso review deixamos claro: o S10 tem o melhor conjunto de câmeras entre os smartphones lançados no Brasil até agora. Tanto o S10 quanto o S10+ contam com três câmeras traseiras - uma principal, uma grande angular e uma teleobjetiva. Dá para tirar fotos com excelente qualidade em diferentes tipos de iluminação, turbinadas pela abertura variável e por vários recursos de inteligência artificial.

O S10+ ainda é o único a ter duas câmeras frontais. As câmeras do S10+, por sinal, dividem a liderança do prestigiado ranking do DxOMark, que avalia as câmeras dos smartphones em várias categorias, junto com o Huawei P20 Pro e o Huawei Mate 20 Pro.

Isso não vale para o S10e, que conta com só duas as câmeras traseiras - uma grande angular e uma principal. Ainda assim, ele está no mesmo nível de concorrentes como iPhone e LG G7. A linha S10 fica atrás dos iPhones apenas na câmera no desfoque de fundo --ainda é melhor nos aparelhos da Apple, principalmente quando há muito ruído atrás do objeto principal.

Carregamento compartilhado

Um dos recursos mais legais é o Power Share, presente em toda linha dos novos S10. Por meio dele, você consegue carregar outros dispositivos sem fio diretamente ao colocar aparelhos em contato com a traseira do S10. Dá para carregar fone de ouvido, pulseira, relógios e até iPhones - sim, dá para carregar um iPhone direto no S10. Com essa novidade, o usuário pode deixar o S10 ligado na tomada e um outro aparelho em cima dele para carregar dois dispositivos de uma vez.

Sensor de digital na tela

Outra novidade bem legal é o sensor de digital ultrassônico embaixo da tela do aparelho. Essa solução melhora muito a usabilidade do S10 e foi a alternativa achada pela Samsung para a tela infinita adotada recentemente, que acabou empurrando o leitor de digitais para posições desagradáveis na traseira. A tecnologia faz um reconhecimento 3D da digital, sendo mais avançada do que outras empresas chinesas já fazem, segundo a marca.

Nos meus testes, o recurso funcionou muito bem, apesar de algumas pequenas falhas no reconhecimento da digital --da mesma forma que ocorre com o Face ID da Apple vez ou outra. Vale dizer que o Galaxy S10e não conta com o recurso, mas tem o leitor de digital no botão de ligar o aparelho na lateral do celular --igual ao A7 e outros modelos da Sony, sendo melhor do que na traseira como era nos últimos tops de linha da Samsung.

Tela fantástica

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A tela do Galaxy S10 é um primor. O dispositivo conta com excelente contraste e cores vivas no aparelho, além de se destacar também pelo brilho. Isso faz com que o aparelho seja bom de ser usado até sob luz intensa do sol. O aparelho foi eleito pelo DisplayMate, que analisa telas, como o que tem "a melhor precisão de cores de todos os tempos", ganhando a nota mais alta do site até hoje e batendo recordes na análise.

A nova linha ainda oferece reprodução de conteúdo para HDR 10 em serviços que tenham vídeos nesta qualidade - a Netflix liberou recentemente suporte a esse tipo de conteúdo nos novos aparelhos.

Armazenamento gigante

Bom, esse aqui só vale para aquele 1% mais rico: a versão mais cara do S10+, de R$ 9.000, conta com impressionantes 1 TB de memória interna. Somando com um cartão de memória, o dispositivo pode chegar a absurdos 1,5 TB de armazenamento. Você muito provavelmente não precisará de tanto espaço assim no celular, mas é algo a ser notado.

Por que não comprar

Preço é alto

Bom, não há dúvidas: os novos Galaxy S10 não são nada baratos para o brasileiro comum. A versão mais baratinha, e com menos recursos, tem o valor de R$ 4.300. Ao menos os aparelhos chegaram aqui mais baratos do que os modelos da Apple no ano passado e com muitos recursos novos em relação à linha anterior da Samsung - mas, no fim das contas, talvez o consumidor tenha que comprar um S9 mesmo.

Usabilidade pode atrapalhar

Uma das coisas que mais me irritou no S10+ foi a usabilidade do produto. O tamanho avantajado dele e a tela curva nas laterais fazem rolar vários cliques involuntários em aplicativos nos cantos do display. Isso não agrada e nem costuma rolar com aparelhos de outras fabricantes. Ao menos é provável que no Galaxy S10e isso não aconteça, já que ele não tem tela curva nas laterais.

Não tem a melhor bateria

Se a única coisa que te importa é a bateria do celular, a nova linha S10 tem uma quantidade de energia razoável, mas não é a com maior duração no mercado. Com o S10+, o aparelho com maior capacidade de bateria, você chegará ao fim de um dia de uso com cerca de 25% a 30% para dias seguintes. Há celulares com mais capacidade, como o Zenfone Max, Moto E5, Moto G7 Power, entre outros.

Intermediários podem dar conta

Vamos falar a verdade: para o seu uso de celular, você talvez não precise do melhor processador e o armazenamento maior. Então é bom lembrar que celulares intermediários, com preço na casa dos R$ 2.000 ou até menos, podem cumprir o papel do que as novidades da Samsung trouxeram. O Galaxy A7, por exemplo, também tem três câmeras traseiras, apesar de elas terem menos tecnologias do que o novo top de linha.

Desempenho da Apple é melhor

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Não tenha dúvidas: o Galaxy S10 impressiona com o desempenho do aparelho, mesmo trazendo para o Brasil um processador que é mais fraco em relação à versão norte-americana. Mas ele ainda não é o melhor no quesito. Nos testes de benchmark feitos com o S10+, foi possível notar que a Samsung alcançou um patamar que não havia chegado, mas ainda não é páreo para a Apple.

No teste feito com o aplicativo AnTuTu, o Galaxy S10+ conseguiu uma pontuação inferior a apenas o iPhone XS Max. Já no app Geekbench o iPhone XS Max foi superado pela Samsung, que ficou atrás só do iPhone XR.

Mesmo assim, a empresa sul-coreana está brigando lá em cima com a Apple em um quesito em que sempre foi inferior e você não terá nenhum problema de travamentos com o Galaxy S10 por enquanto.

Falta inovação no sistema

A Samsung melhorou a interface do usuário com seu sistema remodelado, mas falta inovação neste sentido à companhia. O iOS está à frente da rival, com um sistema recheado de gestos que foram a verdadeira revolução do iPhone X lá em 2017. O Android começou a dar passos em direção à navegação por gestos dos dedos, mas ainda está longe da Apple.