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Ladrões usam leitor facial para destravar celular e roubar dorminhoco

Getty Images/iStockphoto
Reconhecimento facial de smartphone lê rosto para identificar se é o dono do aparelho que está tentando o acesso Imagem: Getty Images/iStockphoto

Thiago Varella

Colaboração para o UOL, de Campinas (SP)

2019-04-11T11:30:30

11/04/2019 11h30

Ladrões roubam R$ 7 mil de dorminhoco usando leitor de faces para abrir celular

Dois ladrões chineses usaram um método simples para burlar o sistema de reconhecimento facial de um celular para roubar mais de 12 mil yuan (cerca de R$ 6.910) da conta do dono do aparelho. A dupla aproveitou o momento que o proprietário do celular estava dormindo para usar o rosto dele para desbloquear o aparelho. As informações são do jornal South China Morning Post.

O dono do celular, identificado apenas como Yuan, mora em Ningbo City, na província de Zhejiang e chamou a polícia na terça-feira após notar que o dinheiro que tinha na conta bancária havia desaparecido.

Após uma investigação, policiais descobriram que dois colegas que dividiam a casa com Yuan, identificados como Liu e Yang, foram os responsáveis pelo roubo. Eles aproveitaram o momento em que o rapaz estava dormindo e usaram o aplicativo WeChat Pay para transferir o dinheiro da conta do colega para suas próprias contas.

Posteriormente, o dinheiro roubado foi devolvido para Yuan.

"Parece que o recurso de reconhecimento facial do celular de Yuan não era muito confiável. Fizemos alguns testes e descobrimos que o aparelho poderia ser desbloqueado até mesmo com os olhos fechados", afirmou um policial, sem identificar o modelo do celular.

Muitos celulares chineses vêm com o recurso de reconhecimento facial, mas nem todos escaneiam a íris do dono do aparelho para desbloqueá-lo.

Vários aplicativos utilizados pelos chineses usam a tecnologia de reconhecimento facial. A Tencent, responsável pelo WeChat Pay, utiliza o recurso para pagamentos e transferências de dinheiro.

O reconhecimento facial está tão difundido na China que agora alguns caixas eletrônicos usam apenas o rosto dos correntistas para liberar saques de dinheiro.