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Acordo da Qualcomm com NXP ainda está compasso de espera na China, dizem fontes

15/05/2018 15h56

Por Michael Martina e Adam Jourdan

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A proposta de 44 bilhões de dólares da Qualcomm pela rival NXP Semiconductors ainda precisa ver um avanço concreto na China, disseram fontes, diminuindo as esperanças de que a tensão comercial com os Estados Unidos teria levado Pequim a acelerar sua decisão sobre o acordo.

A aprovação da China provavelmente dependerá do avanço de discussões comerciais mais amplas, disseram três fontes com conhecimento do acordo, enquanto importantes autoridades chinesas e norte-americanas se reúnem esta semana em Washington para sua segunda rodada de conversas de alto nível.

Eles fizeram pouco progresso aparente nas discussões em Pequim no início deste mês. O embaixador dos EUA na China disse nesta terça-feira que os dois países ainda estão "muito distantes" na resolução de atritos comerciais.

Washington e Pequim propuseram dezenas de bilhões de dólares em tarifas nas últimas semanas, alimentando preocupações de uma guerra comercial que poderia prejudicar as cadeias globais de fornecimento e reduzir os planos de investimentos das empresas.

A aquisição da NXP pela Qualcomm ficou no meio das tensões comerciais. O acordo recebeu aprovação de oito dos nove reguladores globais necessários, com a autorização chinesa sendo a única pendente.

As ações da NXP subiram na segunda-feira após uma reportagem afirmar que a China havia retomado a revisão do acordo e que o Ministério do Comércio havia recebido a solicitação de acelerar o processo.

Isto aconteceu após a promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo, de ajudar a chinesa ZTE a "voltar ao negócio", após uma proibição norte-americana prejudicar a fabricante de equipamentos de telecomunicações, sinalizando um degelo nas relações comerciais.

No entanto, duas fontes disseram à Reuters que não houve mudanças externas no processo de revisão que está em andamento desde que a Qualcomm reformulou seu pedido para o acordo em abril.

Não há novos sinais claros desde o domingo apontando para uma iminente aprovação do acordo, disse uma das fontes.

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