Topo

Fim do mistério! Alibaba criou app do governo chinês que desbancou Tik Tok

Tingshu Wang/ Reuters
Xuexi Qiangguo, aplicativo de propaganda do governo chinês que foi desenvolvido pelo Alibaba, gigante do comércio eletrônico. Imagem: Tingshu Wang/ Reuters

Pei Li e Cate Cadell

2019-02-18T11:34:13

18/02/2019 11h34

Um aplicativo de propaganda do governo chinês recentemente se tornou um grande sucesso -- superou os famosíssimos Tik Tok e WeChat para se tornar o serviço mais popular da China na última semana. A empresa por trás dele é conhecida: o Alibaba, segundo disseram à Reuters duas fontes da companhia. O momento para a notícia surgir não poderia ser pior: as empresas de tecnologia da China estão sob questionamento global sobre seus laços com Pequim.

Traduzido literalmente como "Estude para tornar a China forte", o aplicativo "Xuexi Qiangguo" busca aproveitar a propaganda do governo para aplicar os pensamentos do presidente Xi Jinping.

O app foi desenvolvido por uma equipe de projetos especiais em grande parte desconhecida no Alibaba chamada como "Unidade de Projetos de Negócios Y", que assume projetos de desenvolvimento fora da empresa, disseram as fontes. 

O Alibaba, listado na Bolsa de Nova York, não quis comentar se a unidade de negócios desenvolveu o aplicativo.

O desenvolvimento do aplicativo pelo Alibaba, cujo presidente Jack Ma é membro do Partido Comunista, é o mais recente exemplo de uma empresa de tecnologia chinesa colaborando com o governo.

O departamento de propaganda do país liberou o aplicativo pouco antes do Congresso Nacional do Povo, em Pequim, o principal encontro anual parlamentar da China.

Há no serviço ligações claras com o Alibaba. O aplicativo, que inclui vídeos curtos, notícias do governo e questionários permite que um usuário do programa de mensagens do Alibaba, o DingTalk, possa usar suas credenciais de login para entrar no Xuexi Qiangguo. O Alibaba disse que o aplicativo foi criado usando o software do DingTalk.

O aplicativo foi baixado mais de 43,7 milhões de vezes em celulares da Apple e que rodam Android desde seu lançamento em janeiro, de acordo com estimativas da empresa estatal de consultoria Qimai, de Pequim.

Não ficou claro se a Alibaba, ou quem iniciou seu desenvolvimento, tem receita com o aplicativo.

Pelo menos parte da popularidade do aplicativo pode ser atribuída a diretrizes emitidas por governos locais e universidades que exigem que as pessoas na grande rede de membros do partido façam download do app.