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Perigo online: pedófilos abusam de jovens em transmissões do YouTube

Getty Images
YouTube Imagem: Getty Images

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

10/12/2018 16h34

Uma investigação do jornal britânico "The Times", divulgada nesta segunda-feira (10) encontrou 100 casos de pedófilos usando o serviço de transmissão ao vivo do YouTube para abusar de crianças. E segundo a denúncia, o YouTube não conseguiu remover metade dos vídeos que o jornal denunciou aos moderadores.

O "Times" assistiu a vídeos ao vivo em que crianças foram preparadas na seção de comentários para tirar a roupa ou adotar "poses sexualizadas". É prometido às crianças milhares de assinantes extras para seus canais, se elas cumprirem.

Em um exemplo, duas garotas, com menos de oito anos, foram convidadas a "abaixar suas calças", o que elas fizeram. Em outro, duas meninas foram convidadas a se tocar de forma inadequada.

O jornal reportou todos os 100 vídeos encontrados para os moderadores do YouTube, mas apenas a metade foi derrubada. O restante foi retirado apenas depois que o veículo entrou em contato com a equipe de imprensa do YouTube.

Antigamente, os usuários do YouTube precisavam ter um mínimo de 10 mil inscritos para transmitir seus vídeos ao vivo, mas essa exigência caiu para 1 mil assinantes e, em seguida, para nenhum assinante no ano passado.

Uma porta-voz do YouTube disse ao portal "Business Insider" em um comunicado que agiram "rapidamente quando nos tornamos conscientes dos padrões novos e em evolução de abuso".

As ações tomadas pelo YouTube incluíram o cancelamento de canais e a denúncia dos abusos para a aplicação da lei local pelo NCMEC, sigla em inglês do órgão Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, dos EUA.

"Temos trabalhado ativamente em soluções como melhorar os nossos classificadores de aprendizado de máquina para identificar melhor os comentários inapropriados no bate-papo ao vivo para revisão mais rápida e restringir os tipos de contas que têm acesso ao Live Chat. Estamos empenhados em acertar e reconhecer que ainda há mais a fazer", disse o YouTube.

O YouTube, no entanto, contestou os números reportados pelo "Times". Ele disse que dos vídeos enviados ao seu departamento de imprensa, que foram posteriormente removidos por violar suas políticas, apenas quatro haviam sido previamente sinalizados.

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