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O que você cortaria para ter celular? Maioria sacrificaria muitos prazeres

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35% dos brasileiros consideram o ceular "sua vida" Imagem: Getty Images

Fabiana Uchinaka

Do UOL, em São Paulo

2019-05-18T14:08:08

18/05/2019 14h08

Cortar gastos para garantir o dia a dia com celular não parece ser um problema para a maioria das pessoas, especialmente os mais jovens. Elas sacrificariam academia, alimentação fora de casa, roupas, viagens e até aquela reserva para a velhice por um plano de telefonia móvel.

Pesquisa da consultoria Oliver Wyman, que ouviu 1.021 pessoas no Brasil, mostrou que para 51% dos brasileiros ouvidos o celular é uma necessidade. Apenas 8% usam o aparelho só para chamadas e mensagens, enquanto 35% consideram-no "sua vida".

Da galera com menos de 35 anos, 63% diz que dispensa um ou mais hábitos de consumo para garantir gastos com smartphones e contratos com operadoras. Entre quem tem mais de 35 anos, o índice foi de 44%.

O que o brasileiro cortaria:

  • academia (52%)
  • alimentação fora de casa (53%)
  • compra de roupas (52%)
  • viagem (48%)
  • reservas para o futuro (51%)

Entre 18 e 24 anos, os índices são ainda maiores:

  • academia (60%)
  • alimentação fora de casa (71%)
  • compra de roupas (72%)
  • viagem (67%)
  • reservas para o futuro (69%)

A escolha não costuma ser individual --42% dos entrevistados compartilham com outras pessoas as decisões sobre serviços de telefonia móvel e 12% estão dispostos a ouvir a opinião de outros, contra 41% que escolhem sozinhos.

A grande maioria (73%) dos brasileiros considera a qualidade dos serviços (cobertura e velocidade de internet) o item mais importante em uma empresa de telecom --custo vem em segundo lugar, com 14%.

O que eles melhorariam, além do preço?

  1. qualidade dos serviços
  2. serviço de atendimento ao cliente por telefone
  3. mais transparência nas cobranças da fatura e menos complexidade nos cálculos das tarifas e ofertas

A maioria (59%) também está disposta a compartilhar dados para obter serviços personalizados, embora os ouvidos se digam assustados com possíveis violações de dados sobre saúde (47%), invasões de dispositivos (46%) ou inovações da inteligência artificial (41%).

Quem mais compartilharia dados:

  1. 71% dos jovens de 18 a 24 anos
  2. 73% dos adultos de 25 a 34 anos
  3. 59% dos adultos de 35 a 44 anos
  4. 50% dos adultos de 45 a 54 anos
  5. 43% dos adultos de 55 e 65 anos

    No total, foram entrevistados oito mil consumidores de Brasil, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, China e Inglaterra, sendo 52% são mulheres e 48% homens, divididos em grupos de 18 a 24 anos (15%), 25 a 44 anos (48%); 45 a 54 (21%); e 55 a 65 anos (16%). O levantamento foi feito em fevereiro.