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03/11/2004 - 17h26

George W. Bush ou a revanche de um filho

WASHINGTON, 3 nov (AFP) - Eleito há quatro anos em meio a muita polêmica, George W. Bush, 58 anos, um dos líderes mais impopulares do mundo, que teve o primeiro mandato alterado pelos atentados de 11 de setembro de 2001 e a guerra no Iraque, conseguiu a reeleição, um feito do qual seu pai não foi capaz.

Para um homem que durante muito tempo teve que combater uma reputação de farrista, a mudança nos primeiros anos como presidente foi notável, inclusive do ponto de vista físico. O porte atlético definhou, os cabelos ficaram brancos, as olheiras surgiram em volta dos olhos azuis e o sorriso tornou-se quase um trejeito mecânico.

George W. Bush havia se preparado, entretanto, para a função máxima observando o pai, George Bush, presidente de 1988 a 1993, derrotado depois de um primeiro e único mandato pelo democrata Bill Clinton.

Nascido em Connecticut (nordeste), no dia 6 de julho de 1946, George W. Bush cresceu no Texas (sul), onde o pai fez fortuna com o negócio do petróleo. Ficou muito próximo da mãe, Barbara, principalmente depois da morte da irmã caçula em 1953, vítima de leucemia.

Em Yale, uma das mais famosas universidades americanas, Bush tornou-se um estudante muito conhecido por suas travessuras no âmbito do chamado clube "Skull and Bones".

Foi poupado de participar da guerra no Vietnã com seu alistamento na Guarda Nacional do Texas, onde foi piloto de caça antes de ser transferido ao Alabama para ajudar na campanha eleitoral de um amigo do seu pai.

Seu namoro com Laura virou casamento rápido em 1977, o que modificou sua vida boêmia até então. Texana, bibliotecária, mãe das gêmeas Jenna e Barbara, atualmente com 23 anos, a esposa impulsionou-o a largar totalmente a bebida.

Entretanto, foi sobretudo seu reencontro com um grupo de evangélicos em Midland (Texas) em meados dos anos 80 que mudou sua vida. Bush tornou-se um protestante extremamente fervoroso. Também acrescentou ao seu sucesso profissional a recuperação da equipe de beisebol Texas Rangers.

Apoiado nas relações locais e em um discurso conservador religioso, foi eleito governador republicano deste estado em 1994, e reeleito em 1998. Em 2000, foi escolhido por seu partido para enfrentar o candidato democrata Al Gore, então vice-presidente, na eleição pela Casa Branca.

O resultado das eleições anteriores, entretanto, são lembradas por sua definição pela Suprema Corte depois de uma longa batalha jurídica de 36 dias em que um punhado de votos foi determinante no estado da Flórida.

Sem muito interesse pelos assuntos internacionais, quando chegou à Casa Branca em janeiro de 2001, o novo presidente deu uma virada surpreendente de posição ao ter que enfrentar os atentados que atingiram o país naquele ano, abalando os americanos e o mundo interesse.

A partir de então, dedicou-se a tranqüilizar os americanos traumatizados e se transformou no chefe de guerra no Afeganistão, contra os integrantes da rede terrorista Al-Qaeda.

Em nome da guerra contra o terrorismo, lançou depois uma ofensiva contra o ditador iraquiano Saddam Hussein, que havia enfrentado seu pai. Acusando-o de possuir armas de destruição em massa (ADM) conseguiu a queda de Saddam em um ataque relâmpago durante a primavera de 2003, ignorando a oposição a este conflito expressa pela Rússia, Alemanha e França.

Mas o panorama se complicou, com a morte de 1.100 soldados americanos até agora neste país e a permanente situação caótica interna. "Sabendo o que sei hoje, teria tomado a mesma decisão. Os Estados Unidos e o mundo estão mais seguros com Saddam Hussein na prisão", afirmou.

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