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05/11/2005 - 18h39

Mal de Chagas, um grave problema de saúde pública na área amazônica

CAIENA, Guiana Francesa, 5 nov (AFP) - As autoridades sanitárias da área amazônica (Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa) publicarão na próxima semana uma série de recomendações para prevenir o mal de Chagas, que definiram como um problema de saúde pública.

As autoridades da região encerraram nesta sexta-feira um encontro de dois dias em Caiena, capital da Guiana Francesa, no marco da Iniciativa Intergovernamental de Vigilância e Prevenção do Mal de Chagas na Amazônia (AMCHA).

A reunião discutiu como esta doença - que afeta 18 milhões de latino-americanos - se transformou num problema de saúde pública em toda a região amazônica.

Por este motivo, os responsáveis da AMCHA tomaram a decisão de redigir uma lista de recomendações para melhorar a vigilância do mal de Chagas, que será publicada oficialmente nos próximos dias.

Cerca de 50.000 pessoas morrem anualmente na América Latina por esta doença. O mal de Chagas é provocado pelo Tripanossoma cruzi, um parasita protozoário, e causa o debilitamento de órgaos como o coração, esôfago e cólon num período de entre 10 e 20 anos de maneira silenciosa.

O parasita Tripanossoma cruzi é transmitido por insetos que se alimentam de sangue e a Amazônia é um habitat adequado para estes insetos.

No entanto, "as mudanças climáticas e o crescimento das áreas povoadas provocaram a integração do homem no ciclo de transmissão silvestre da doença", explicou Roberto Salvatella, coordenador do programa Chagas da Organização Panamericana da Saúde (OPS).

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