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07/11/2005 - 18h00

Países latino-americanos dão destaque à prevenção contra pandemia de gripe

Por Fernando Fernández-Flores= (FOTOS) = GENEBRA, 7 Nov (AFP) - Os países latino-americanos, livres da gripe aviária até agora, deram destaque à prevenção para enfrentar mundialmente a ameaça de uma pandemia de gripe e se declararam partidários da flexibilização do sistema de patentes para produzir vacinas, durante reunião mundial sobre gripe aviária e pandemia de gripe humana, iniciada nesta segunda-feira na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra.

Delegados de Brasil, Argentina, Cuba, El Salvador, México e Peru, que discursaram no encontro, coincidiram na necessidade de trabalhar na prevenção, melhorando a comunicação entre os países, os organismos internacionais e até mesmo o público, facilitando também a fabricação de vacinas e medicamentos.

A ministra peruana da Saúde, Pilar Mazzetti, falou da necessidade de um trabalho conjunto da comunidade internacional para enfrentar uma pandemia de gripe e para este efeito, destacou a experiência dos países da Comunidade Andina a respeito.

A ministra peruana destacou que, embora não existam casos da doença na região, os ministros da Comunidade Andina se reuniram em 21 de outubro para elaborar uma ação coordenada frente ao risco de uma pandemia, depois do alerta lançado pela OMS.

De acordo com a decisão de uma política coordenada e conjunta, a ministra disse que os países da região devem aprovar no próximo mês um plano regional no qual serão integrados os planos nacionais de prevenção, já aprovados por mais de 50% dos membros.

A ministra Mazetti destacou, ainda, a capacidade dos países da região de implementar políticas comuns para a fabricação de medicamentos e vacinas e, neste sentido, pediu à comunidade internacional que se pronuncie sobre o tema das facilidades neste sentido.

Neste mesmo sentido se pronunciou a delegada argentina Claudia Madiés, que recorrendo às declarações feitas anteriormente pelos representantes de Brasil e Cuba, pediu que se facilite o acesso à fabricação das vacinas para evitar o flagelo e os medicamentos para seu tratamento.

"É preciso flexibilizar o sistema de patentes para fabricar as vacinas e os medicamentos", disse Claudia Madiés, sugerindo que neste caso sejam aplicados os critérios de liberalização "do acordo de Doha".

Precisamente, o delegado cubano Emerio Serrano, diretor do Instituto de Medicina Veterinária de Cuba, destacou o desenvolvimento de seu país na área da pesquisa científica e na capacidade dos laboratórios cubanos na fabricação de vacinas e medicamentos.

Destacando a diferença existente entre países pobres e ricos, tanto para enfrentar o problema da gripe aviária quanto para prevenir o risco de uma pandemia, o delegado cubano pediu "a globalização dos recursos e da solidariedade para enfrentar este perigo".

O doutor Serrano destacou a disposição de seu país em participar deste trabalho com a vontade com que atua tradicionalmente para colaborar com outros países, tanto na área da saúde quanto em outras, entre as quais destacou a engenharia e a educação.

"Somos um país que não tem grandes recursos econômicos, mas excelentes recursos humanos", destacou.

O delegado disse que Cuba está disposta a contribuir, não só com pessoal médico para outros países que precisarem, mas também colocando à disposição suas escolas e faculdades para a formação de profissionais.

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