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08/11/2005 - 13h14

OIE propõe sistema integrado contra gripe aviária antes que vire pandemia

GENEBRA, 8 Nov (AFP) - A Organização Internacional de Epizootias (OIE) propôs nesta terça-feira, em Genebra, criar sistemas veterinários em todo o mundo para enfrentar com urgência grandes focos de doenças emergentes, como a gripe das aves, e evitar o iminente desenvolvimento de uma pandemia humana.

A proposta da OIE foi a primeira resposta à questão apresentada pelos delegados reunidos no encontro internacional sobre gripe das aves e pandemia humana que se celebra em Genebra, que coincidiram em destacar que a prioridade do momento é conter e neutralizar o vírus da gripe aviária antes que adquira a forma humana.

Na véspera, na inauguração do encontro internacional, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Lee Jong-Wook, havia advertido que "não é mais que questão de tempo" antes que o vírus H5N1 da gripe aviária se transforme em uma forma altamente patogênica para o ser humano.

"Devemos estar certos de que todos os países têm a capacidade de detectar a doença" no mais curto prazo, destacou o diretor da OIE, Bernard Vallat.

Vallat destacou a necessidade absoluta de agir dentro de um prazo não superior a 48 horas desde o momento em que um foco de gripe aviária for descoberto, adotando como primeira medida o sacrifício das aves infectadas.

Passado esse prazo, destacou, o vírus já teria se desenvolvido e disseminado, reduzindo as possibilidades de contê-lo e aumentando exponencialmente os custos do tratamento.

No entanto, atacar o problema nesta etapa nem sempre é evidente, pois depende em grande medida dos próprios avicultores a informação ou não sobre a presença de aves contaminadas em suas criações e da medida em que tenham certeza de que serão ou não indenizados.

Mais de 120 países dos 167 membros da OIE não dispõem de um sistema para indenizar os avicultores caso sejam forçados a sacrificar suas aves de criação. Isto já determinou a não-detecção de vários casos de gripe aviária.

O diretor-geral da OIE informou que neste momento, quando se apresentaram vários focos da gripe aviária no mundo, a tarefa principal é reduzir a disseminação do vírus através das excreções de aves doentes e a circulação do vírus.

Segundo o alto funcionário, isto "reduz automaticamente a possibilidade de que o vírus derive para uma forma humana".

Neste sentido, Vallat destacou a necessidade de se fazer respeitar as normas internacionais sobre saúde animal, bem como as de transporte e comércio de animais e seus produtos alimentícios derivados.

Para atingir este objetivo, o diretor da OIE destacou a necessidade de associar setor privado e organismos internacionais diretamente envolvidos na questão, como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O setor privado, representado por agricultores, industriais do setor alimentício, comerciantes e distribuidores, unido a outros setores como o de seguros, além dos oficiais, teria como uma de suas tarefas a criação de "fundos de compensação" nacionais, propôs o diretor da OIE.

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