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09/11/2005 - 13h59

Risco do vírus causador da gripe aviária é sua capacidade de mutação

GENEBRA, 9 Nov (AFP) - A evolução do vírus H5N1 da gripe aviária para uma forma altamente patogênica para o ser humano "é só uma questão de tempo", pois se trata de um vírus em constante mutação, advertiram especialistas mundiais de Saúde reunidos em Genebra. A gripe das aves, também chamada de gripe do frango ou influenza aviária, foi identificada pela primeira vez em 1878, na Itália, e é causada por vários vírus originários de uma cepa comum, identificada pela letra A.

Desta cepa comum "A" surge uma variedade de subtipos que, quando se referem às aves, são catalogados como H5, H7, H9.

Também da cepa viral "A" há subtipos que afetam o ser humano e que são as formas H1, H2 e H3.

As grandes epidemias de gripe que se desenvolveram durante o século XX, como a gripe espanhola, em 1918, a influenza, no início dos anos 60, e mais tarde, a gripe de Hong Kong, foram variações e mutações desta cepa viral A.

O vírus A da gripe aviária causou os primeiros casos humanos fatais em Hong Kong, em 1997, e ressurgiu sob uma forma altamente patogênica entre as aves em 2003, na Coréia do Sul, espalhando-se para vários países do sudeste asiático.

As aves aquáticas migratórias e, em particular, os patos selvagens, constituem vetores importantes de uma forma de gripe aviária tremendamente fulminante para as aves domésticas.

O contágio entre os animais silvestres e as aves de criação ocorre por contágio através das penas ou de excrementos.

Os casos de transmissão do vírus aviário para o homem são cerca de 120 atualmente e foram registrados em Camboja, Indonésia, Tailândia e Vietnã. Deste total, 63 pessoas morreram.

A maioria delas, como regra geral, foi infectada por contato direto com aves doentes, suas secreções respiratórias ou excrementos.

Em nenhum caso a transmissão da doença resultou do consumo de carne de aves ou produtos avícolas, nem mesmo quando estes vieram de animais infectados.

Os casos de transmissão direta entre pessoas são escassos e ocorreram por contágio direto. Este foi o caso em 1997, em Hong Kong, quando um doente transmitiu o vírus ao médico que o atendia e em 2004, na Tailândia e no Vietnã, onde o contágio ocorreu entre famílias.

No entanto, em nenhum dos casos destacados houve transmissão para outras pessoas.

O risco de uma pandemia consiste justamente caso o vírus sofra mutações que lhe permitam ser diretamente transmitido entre os seres humanos.

As infecções pelo vírus A (influenza) podem causar sintomas diferentes no ser humano, os quais podem apresentar as características de um simples resfriado até pneumonia e até mesmo a morte.

Até agora e com base nas 63 mortes entre as mais ou menos 120 pessoas infectadas pelo vírus H5N1 no mundo, não se pode prever qual seria a gravidade da doença em caso de propagação em larga escala.

Os especialistas são formais em destacar que a forma mais eficaz de impedir que a doença aviária se transforme em uma pandemia de gripe humana, é atacar o problema na raíz, ou seja, deter a propagação e erradicar o vírus nas aves.

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