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26/11/2005 - 13h39

Sonda japonesa Hayabusa pousa e recolhe com sucesso amostras de asteróide

Por Karyn Poupee=(FOTOS)= TÓQUIO, 26 Nov (AFP) - A sonda japonesa Hayabusa conseguiu um feito inédito mundial neste sábado, ao pousar e, aparentemente, recolher amostras de um asteróide a 300 milhões de quilômetros da Terra, em uma operação que, segundo especialistas, foi como "fazer um Jumbo pousar em um vale do Grand Canyon", no Colorado.

"Estamos quase certos de que Hayabusa conseguiu coletar fragmentos do asteróide Itokawa", disse Junichiro Kawaguchi, diretor do projeto da Agência de Exploração Espacial Japonesa (JAXA).

O cientista se declarou "muito feliz" com os feitos da sonda, que colocam o Japão entre os países líderes em pesquisas espaciais.

É que tanto a coleta de amostras quanto o fato de a Hayabusa (que significa "falcão" em japonês) conseguir pousar no asteróide nas primeiras horas de sábado é um feito inédito mundial.

Foi como tentar "fazer aterrissar um Jumbo em um vale do Grand Canyon" do Colorado, nos Estados Unidos, garantiram os engenheiros japoneses.

A comparação ilustrou a dificuldade de uma operação realizada de forma automática, já que esta fase delicada do processo não podia ser pilotada a partir da Terra, e que há uma semana fracassou em sua primeira tentativa.

O asteróide Itokawa apresenta uma superfície acidentada que mede menos de 600 metros de comprimento por 300 de largura e 200 de altura e, para dificultar ainda mais as coisas, tem uma força de gravidade muito fraca.

Hayabusa conseguiu pousar brevemente e, em seguida, enviou um projétil para o solo do asteróide, destinado a provocar uma pequena suspensão de matéria para "aspirar" as partículas em um tubo antes de decolar novamente.

"Vista que estimamos que o asteróide apareceu há cerca de 4,6 bilhões de anos, as amostras retiradas se assemelham a fósseis do sistema solar", explicaram os pesquisadores japoneses.

A agência japonesa destacou, por sua vez, os avanços significativos que constituem por si as novas tecnologias incorporadas na sonda, como um motor de propulsão iônica e um sistema de direção autônomo ótico.

"Estou muito contente de que a Hayabusa possa deixar uma marca na história da exploração espacial", comentou o ministro japonês da Ciência, Kenji Kosaka.

JAXA, por sua vez, comemorou o "segundo contato bem sucedido com Itokawa, que além de recolher material e amostras, constitui um fato inédito mundial que prova que somos capazes de fazer façanhas ao nível mundial".

A coleta de amostras não foi o único objetivo que a agência japonesa se fixou ao lançar a Hayabusa.

Há poucos dias, a sonda tentou lançar um mini-robô sobre o asteróide para tentar gravá-lo do mais próximo possível com a ajuda de três câmaras de vídeo também minúsculas.

No entanto, o mini-robô - do tamanho de um pequeno canudo - não deu sinais de vida após seu lançamento.

Agora, aos especialistas japoneses só lhes resta esperar que a Hayabusa volte à Terra, em junho de 2007, após uma viagem de 2 bilhões de quilômetros, para saber se conta com as preciosas amostras do asteróide.

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