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21/12/2005 - 16h14

Expectativa em Jabarovsk com aproximação de mancha tóxica

Por Vera Negdanova=(FOTOS)= JABAROVSK, Rússia, 21 dez (AFP) - Os moradores de Jabarovsk, cidade do extremo leste russo, banhada pelo rio Amur, contavam as horas nesta quarta-feira ante da aproximação da camada tóxica de benzeno procedente da China, depositando todas as suas esperanças no grande dique de sacos de areia e ferro concluído durante a madrugada.

Milhares de operários chineses e russos concluíram o dique de 300 metros de comprimento, depois de uma noite de trabalho ininterrupto, dedicada à colocação de sacos de areia e velhos vagões de carga no rio para reforçar a barreira construída com urgência a alguns quilômetros de Jabarovsk.

"A construção do dique no canal de Kazakevitch terminou", anunciou o serviço local do Ministério de Situações de Emergência.

Esta barreira deu alguma segurança à população, pois a estação de bombeamento de Jabarovsk (cidade de 600.000 habitantes) está situada no fim do canal de Kazakevitch.

A camada de benzeno, que desceu pelo rio Songhua depois de uma explosão em uma fábrica chinesa, em novembro, chegando ao rio Amur, se espalha ao longo de 180 km em território russo e está, segundo o ministério, a dezenas de quilômetros da cidade. É possível que chegue a Jabarovsk na noite desta quarta-feira ou na quinta-feira.

O abastecimento de água só foi cortado no subúrbio sul da cidade, Krasnaia Retchka, com 3.000 habitantes.

As autoridades disseram que esta medida (que levará algumas horas para a análise da água destinada ao serviço corrente) não será estendida a toda a população.

Nesta quarta-feira, caminhões-pipa levaram água potável para este subúrbio e armazenada pelos moradores, que se preparam há um mês para a chegada da mancha.

Como a temperatura no local é de 15 graus negativos, os motoristas dos caminhões tiveram que demonstrar seu engenho para impedir o congelamento da água na saída do tanque, antes de encher os recipientes dos moradores, que chegam caminhando pelas ruas cobertas de neve.

"Hoje nos adiantamos à desgraça, mas não sabemos o que acontecerá amanhã, quando um acidente em uma fábrica (às margens) do rio libere ainda mais poluentes", acrescentou.

Os especialistas temem que se tome consciência da proporção dos efeitos da poluição de benzeno em 2006, quando o gelo do Amur se derreter.

"Não se deve impedir a repetição de um incidente deste tipo, devido ao funcionamento de indústrias poluentes do lado chinês do Amur", informou o especialista.

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