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28/12/2005 - 06h42

Europa lança o primeiro satélite de demonstração do projeto Galileu

MOSCOU, 28 dez (AFP) - A Europa lançou nesta quarta-feira às 11H19 locais (3H19 de Brasília) o primeiro satélite de demonstração do projeto Galileu, o que permitirá testar em condições reais as tecnologias do futuro sistema europeu de navegação por satélite.

O Giove A, um cubo de 602 quilos fabricado pela empresa britânica SSTL, foi enviado ao espaço do cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão), transportado por um foguete russo Soyuz.

Alguns países latino-americanos - Brasil, Argentina, Chile e México - mostraram interesse em participar no programa Galileu.

A Europa espera que os países latino-americanos interessados realizem suas contribuições ao projeto em forma de estações de controle terrestre, que seriam responsáveis por dirigir os movimentos dos satélites e também pela confiabilidade dos sinais que chegam dos mesmos.

Em troca da participação, este países obteriam o status de "sócios" do projeto.

"É uma etapa essencial do projeto Galileu: a passagem da teoria à prática. E a experiência mostra que sempre acontece algo no espaço", comentou na terça-feira Dominique Detain, um dos porta-vozes da Agência Espacial Européia (AEE), responsável pelo projeto.

Graças ao Galileu, a Europa espera ganhar sua independência no campo estratégico, a orientação por satélite que se tornou indispensável para a gestão do tráfego aéreo, marítimo e, cada vez mais, a circulação de automóveis.

Dirigido em conjunto pela União Européia e a AEE, na fase inicial, Galileu será o primeiro sistema de navegação por satélite sob administração civil. Os sistemas existentes, o americano GPS e o russo Glonass, do qual será complementar, continuam sob controle militar.

O Galileu, que representa um investimento total de 3,8 bilhões de euros (4,5 bilhões de dólares), permitirá localizar um objeto em tempo real com grande precisão em qualquer ponto da Terra.

A amplitude das possibilidades dificultou a elaboração do projeto: as negociações se prolongaram para repartir o esforço financeiro e as conseqüências industriais entre os Estados participantes, eleger o operador, selecionar uma sede e concluir o contrato de concessão.

Como resultado, o projeto está quase dois anos atrasados em relação ao programa inicial.

Esta demora aumentou a pressão: Galileu deve colocar um satélite em órbita antes de junho de 2006 para não perder os direitos sobre as freqüências concedidos pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os prazos muito curtos explicam a decisão de construir paralelamente um segundo satélite de teste, batizado Giove B, para enfrentar um eventual fracasso do lançamento desta quarta-feira.

Depois destes dois lançamentos, o Galileu prevê para 2008 colocar em órbita uma mini-constelação operacional de quatro satélites, o que possibilitará a verificação do bom funcionamento do conjunto do sistema.

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