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28/12/2005 - 07h56

Galileu: projeto europeu de navegação por satélite

PARIS, 28 dez (AFP) - O projeto Galileu, no qual estarão representados vários países latino-americanos inclusive o Brasil, começou a ser uma realidade nesta quarta-feira, depois do lançamento de uma 'amostra' para testar em condições reais o sistema europeu de navegação por satélite.

Galileu, que começará a funcionar oficialmente em 2008, é o único programa europeu do tipo para competir com o americano GPS e o russo Glonass.

Até agora, a navegação por satélite somente era utilizada por estes dois sistemas, sendo controlada e financiada por autoridades militares, enquanto o Galileu terá à frente civis.

A União Européia (UE) quer associar o projeto a países de todo o mundo e até o momento chegou a vários acordos: China se ofereceu para participar com 200 milhões de euros; a Índia propôs 300 milhões, e Israel 18.

Vários países latino-americano e do mundo - Brasil, Argentina, Chile e México, além de Rússia, Ucrânia, Coréia do Sul, Marrocos e Austrália - estão interessados em colaborar com o projeto Galileu.

A Comissão Européia chegou no ano passado a um acordo com os Estados Unidos para compatibilidade dos dois sistemas.

O projeto Galileu está avaliado em 3,8 bilhões de euros (4,5 bilhões de dólares).

A fase de posicionamento (2006-2008) custará cerca de 2,1 bilhões de euros, dos quais a Comissão Européia dará 700 milhões e várias indústrias investirão 1,4 bilhão.

Do projeto se encarrega a Empresa Comum Galileu, que depende da Comissão Européia e da Agência Espacial Européia (AEE).

O sistema Galileu servirá para o desenvolvimento de uma nova geração de serviços universais através da detecção e troca de dados por satélites em campos como transporte, mudanças climáticas e prevenção de desastres naturais, assim como na medição terrestre e na agricultura de precisão.

O projeto terá um total de 30 satélites e cerca de 50 estações de controle, das quais 15 serão estratégicas. A UE deseja que pelo menos quatro destes controles estejam na América Latina.

Frente a seus competidores, aumentará a confiabilidade e disponibilidade dos serviços de navegação e de posicionamento no mundo inteiro.

Além disso, estimulará o mercado mundial de navegação por satélite, que segundo Bruxelas afeta cerca de três bilhões de receptores, dando um lucro de 250 bilhões de euros a partir de 2010 e criando 150 mil postos de trabalho especializados na Europa.

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