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29/12/2005 - 17h19

Europa vê no motor a diesel o futuro do carro ecológico

PARIS, 1 jan (AFP) - O carro europeu do futuro imediato passa pelo diesel, até que se desenvolvam novos componentes, como o hidrogênio, segundo um estudo apresentado que põe por terra a lenda de que o motor movido a este gasóleo é mais poluente e rende menos.

"Por enquanto, o motor a diesel é a solução mais eficaz e menos cara para reduzir as emissões (poluentes) na Europa, onde o diesel" é usado de forma maciça, explica este estudo apresentado pelo gabinete parlamentar para a avaliação de opções científicas e tecnológicas.

Os deputados franceses Christian Cabal e Claude Gatignol (ambos do conservador UMP), autores do estudo, apontam uma série de medidas para impulsionar um modelo de veículo mais ecológico.

Os carros a diesel liberam menos gás carbônico - principal causador do efeito estuda e do aquecimento global - do que os motores que funcionam a gasolina, que consomem entre 20% e 30% menos.

Além disso, este tipo de motores pode funcionar com éster de óleos vegetais, o chamado "biocombustível".

O estudo desmente a crença de que o diesel contamina mais e rende menos, algo que no início destes motores era verdade, mas que hoje em dia foi corrigido graças à tecnologia.

A injeção de alta pressão e o filtro de partículas transformaram o gasóleo em um sistema mais "limpo" que o motor a gasolina, além do que ainda é possível melhorar seu rendimento em 20%, segundo o estudo.

Um dos sérios concorrentes do diesel no que se refere ao meio ambiente é denominado "veículo híbrido", que combina um motor a gasolina e outro elétrico. A japonesa Toyota é pioneira neste sistema, com seu modelo Prius.

Mas o relatório destaca que o gasóleo é menos poluente que o Prius.

"Os veículos híbridos representam uma publicidade formidável para a Toyota (...), mas hoje em dia alguns construtores franceses dispõem de modelos em seu catálogo que liberam menos gás carbônico" que o Prius, destaca o estudo.

"O motor híbrido encontrou espaço nos Estados Unidos e no Japão, onde o diesel só representa 2% e 5-8% dos carros vendidos, respectivamente. Na França, não tem qualquer interesse ecológico", acrescenta o texto.

Outra alternativa apontada pelos deputados é o veículo que combina o motor a diesel e o elétrico, que atualmente é desenvolvido pela construtora francesa PSA Peugeot Citroen.

No entanto, os pesquisadores não consideram favorável adotar medidas autoritárias para reduzir o uso do carro, mas destacam o sucesso nos Estados Unidos das vias de circulação reservadas aos usuários que compartilham seus veículos em um mesmo deslocamento.

Os deputados foram contra à adoção de medidas que beneficiem os proprietários dos carros menos poluentes.

A indústria automobilística tem um faturamento de 90 bilhões de euros (105 bilhões de dólares) só na França, onde emprega 300.000 pessoas.

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