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11/01/2006 - 18h59

Aquecimento global acaba com espécies de sapos

PARIS, 11 Jan (AFP) - O aquecimento global varreu da face da Terra dois terços das espécies de sapos que habitam as florestas tropicais da América Central, revelou um estudo que será publicado na edição desta quinta-feira do semanário científico britânico Nature.

Sessenta e sete por cento das 110 variedades do sapo harlequim e do sapo dourado desapareceram da América tropical nos últimos 20 anos, destacou o artigo.

Os autores acusam um fungo conhecido como 'Batrachochytrium dendrobatidis', que se desenvolve na pele do sapo e, eventualmente, mata o anfíbio.

Episódios de fungos estão claramente ligados com o aquecimento global causado pelo homem, afirmam os autores do estudo, chefiado por Alan Pounds, da organização de Preservação da Floresta Tropical Monteverde, na Costa Rica.

O aquecimento global aumentou a formação de nuvens nos trópicos latino-americanos, as quais fazem diminuir as temperaturas durante o dia e aumentá-las à noite, criando portanto condições fantásticas para o desenvolvimento do fungo.

Pesquisas anteriores já tinham destacado as ameaças que enfrentam os anfíbios.

Das 1.856 espécies conhecidas de anfíbios, 427 estão listadas como criticamente ameaçadas, inclusive 122 espécies que possivelmente estão extintas.

Uma questão importante é saber por que esse extermínio está ocorrendo para muitas espécies que vivem em hábitats quase intocados pelo homem.

As suspeitas recaíram na mudança climática, mas não há evidências científicas para provar este vínculo.

"Com as mudanças climáticas promovendo doenças infecciosas e corroendo a biodiversidade, a urgência de reduzir as concentrações de gases causadores de efeito estufa agora é irrefutável", diz o artigo.

"(...) Com a elevação das temperaturas, as flutuações do clima podem cruzar o limiar de alguns patógenos, causando surtos. Espera-se que muitas doenças se tornem mais letais ou se espalhem mais rapidamente à medida que a Terra esquentar", continua.

Enquanto isso, o estudo publicado esta semana no diário britânico Biology Letters alerta para o impacto direto da mudança climática nas populações de baleias.

Cientistas britânicos acompanharam os números populacionais de baleias francas.

Suas estimativas, de 30 anos atrás, acompanharam individualmente baleias com identificação avistadas em suas áreas de procriação, em frente à costa da Argentina, no Atlântico Sul.

O sucesso da procriação estava estreitamente ligado com as ocorrências do El Niño, que por sua vez tinha impacto na população de krill, o principal alimento das baleias, no Oceano Sul.

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