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12/01/2006 - 18h00

Cientistas encontram indícios de mutação em vírus da gripe aviária

LONDRES, 12 jan (AFP) - Cientistas britânicos e a OMS afirmaram nesta quinta-feira a descoberta de um indício de uma possível mutação do vírus H5N1 da gripe aviária para uma forma mais perigosa para o homem.

O Conselho de Pesquisa Médica (MCR, na sigla em inglês) de Hill Mill (norte de Londres), financiado pelo governo britânico, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) informaram que os exames sugerem que a cepa potencialmente mortal H5N1 da gripe aviária está sofrendo uma mutação para uma forma adaptada a humanos.

Segundo os cientistas, foi constatada uma evolução em um dos vírus que causaram as mortes na Turquia, comparável à detectada em dois casos mortais por H5N1, um em Hong Kong, em 2003, e outro no Vietnã, em 2005.

A mutação envolve uma proteína que se liga a receptores, ou pontos de acoplagem, na superfície das células.

"Nossas pesquisas indicam que o vírus de Hong Kong de 2003 preferia se acoplar aos receptores das células humanas ao invés de se ligar a receptores das células aviárias", declararam, em um comunicado conjunto, John Skehel, diretor do Instituto nacional de Pesquisa Médica, subordinado ao MRC, e a OMS.

"Parece que um dos dois vírus turcos apresenta as mesmas características", acrescentou o comunicado.

Os vírus de Hong Kong e do Vietnã eram "muito próximos" dos atuais vírus H5N1 na Turquia e também a vírus isolados no Lago Qinghai, oeste da China, no ano passado, acrescentaram os cientistas.

O Lago Qinghai é um ponto de concentração de aves migratórias, o que aumenta o temor de que possa vir a se tornar uma plataforma para a disseminação do H5N1.

A seqüência genética dos vírus indica que ele é sensível aos medicamentos antivirais Tamiflu e amantadina, afirmaram os cientistas.

O temor de que a cepa H5N1 venha a se espalhar entre humanos, provocando uma pandemia global com potencial para matar milhões de pessoas, foi ampliado depois que 18 pessoas foram infectadas com o vírus na Turquia.

Três delas morreram. As mortes e infecções foram as primeiras fora do sudeste asiático, onde o H5N1 matou cerca de 80 pessoas desde 2003.

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