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18/01/2006 - 06h43

Especialistas temem catástrofe se a gripe aviária chegar à África

PEQUIM, 18 jan (AFP) - Especialistas das Nações Unidas advertiram nesta quarta-feira em Pequim que as conseqüências serão catastróficas se a gripe aviária chegar à África, pois muitos países deste continente não estão preparados para enfrentar a doença.

Pequim é sede nesta semana de uma conferência internacional de doadores para o combate da gripe aviária.

"Os países da África merecem uma atenção especial", disse David Harcharik, subdiretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O vírus H5N1, que infectou 150 pessoas e matou 80 delas, a maioria na Ásia, já chegou à Turquia, muito próxima da África. Quatro mortes foram confirmadas por Ancara por causa da doença.

"Na Turquia, o vírus já chegou à encruzilhada da Ásia, Europa e África. Existe um risco real de que se expanda mais para o sul e o oeste", destacou Harcharik.

"Caso se enraíze no campo africano, as conseqüências para um continente já devastado pela fome e a pobreza poderiam ser catastróficas", acrescentou.

O alto funcionário da FAO destacou que os casos recentes registrados na Turquia mostram que o vírus contina cruzando as fronteiras.

Até o momento não foram registrados focos confirmados na África, mas a FAO afirma que há grandes probabilidades de que este vírus, potencialmente fatal para o ser humano, chegue ao continente mais pobre do planeta.

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