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18/01/2006 - 17h03

Explosão de asteróide pode ter afetado clima da Terra no mioceno

PARIS, 18 jan (AFP) - Uma equipe de cientistas encontrou, no fundo do mar, vestígios da explosão de um grande asteróide, cujos pedaços minúsculos podem ter causado o esfriamento do clima do nosso planeta há 8,3 milhões de anos, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) dataram os sedimentos marinhos encontrados no final do mioceno, graças ao estudo da concentração hélio 3, cuja presença é quatro vezes maior que o normal.

O hélio 3 é um gás muito comum no Universo e raro na Terra, mas a poeira cósmica que cai no nosso planeta se enriquece com He3 durante sua viagem, devido a ventos solares.

O estudo dos sedimentos dos oceanos Índico e Atlântico demonstra a existência de dois máximos de concentração de hélio 3: há 35 milhões de anos e há 8,3 milhões de anos.

Acredita-se que a segunda data corresponda à explosão de um grande asteróide de mais de 150 km de diâmetro. Uma parte da poeira deste asteróide teria chegado ao nosso planeta.

O estudo revela que esta chuva de poeira coincide com uma época em que ocorreu uma mudança climática, caracterizada por "um leve esfriamento e a acentuação da monção asiática".

No entanto, os cientistas são prudentes e não afirmaram se há um vínculo de causa e efeito entre a chegada da poeira cósmica e as mudanças climáticas.

As fases de esfriamento climático se explicam, muitas vezes, pela presença atmosférica de partículas - provenientes de colisões de meteoritos ou pela contaminação - que causam obstáculos à chegada de raios solares na Terra.

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