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10/02/2006 - 16h48

Gripe aviária se espalha na Nigéria e aparece no Azerbaijão

Por Aminu Abubakar =(FOTO + INFOGRAFIA)= KADUNA, Nigéria, 10 fev (AFP) - A Nigéria enfrenta há três dias o vírus mortal H5N1 da gripe aviária, que se propaga rapidamente de fazenda em fazenda no norte do país, apesar da adoção de um plano de emergência, ao mesmo tempo em que o Azerbaijão anunciou ter detectado o primeiro caso da doença.

O ministério azerbaijano da Saúde anunciou nesta sexta-feira que o vírus H5N1 foi detectado em Baku em aves mortas perto das margens do Mar Cáspio e pediu aos criadores de aves que protejam suas granjas de todo o contato com aves selvagens, que parecem ser as transmissoras do vírus.

"Os resultados dos exames feitos em aves selvagens demonstraram a presença do vírus H5N1 da gripe das aves", declarou o ministério em um comunicado, segundo o qual o teste foi realizado pelo laboratório veterinário britânico Weybridge.

"Nenhum caso de infecção entre humanos foi detectado", acrescentou o texto.

Por sua vez, a cepa do vírus H5N1 encontrado em frangos mortos na Nigéria é "exatamente igual" ao que matou dezenas de milhares de aves na China, na Turquia e na Europa Central, informou nesta sexta-feira à AFP a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

Policiais e equipes dos serviços de saúde nigerianos chegaram na quinta-feira à fazenda onde, num primeiro momento, foi detectado o vírus e foram sacrificadas avestruzes de criação. Os animais foram enterrados junto com 45.000 aves da Granja Sambawa, epicentro do vírus. Nesta sexta-feira, o ministro nigeriano da Agricultura, Adamu Bello, se reuniu com representantes de agências da ONU e internacionais para informar sobre as necessidades do país em termos de ajuda.

A comunidade internacional, especialmente a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apóia as medidas de urgência do governo nigeriano, que no entanto parecem ter chegado um pouco tarde, já que as primeiras mortes misteriosas de aves aconteceram há um mês.

A OMS e outras agências da ONU enviarão especialistas à Nigéria nos próximos dias. Os Estados Unidos prometeram 20 milhões de dólares e uma equipe de cientistas para ajudar o país.

O maior risco, segundo especialistas, é que os donos das granjas, sem saber da doença, continuem levando seus frangos aos mercados e contribuam assim para a propagação do vírus.

Um funcionário do estado de Kano (norte) informou à AFP que 16 fazendas da região podem estar contaminadas pelo vírus e que pelo menos 100.000 frangos já morreram.

Até o momento, o governo federal confirmou apenas a presença do vírus H5N1 em quatro granjas, duas delas em Kano, segundo o presidente da Associação de Produtores Avícolas de Kano, Auwalu Haruna, que acredita que 30 fazendas foram afetadas.

Por enquanto, o vírus mortal H5N1 é transmitido de aves para humanos que, por motivos de trabalho, têm contato direto com instalações avícolas. No entanto, os especialistas temem uma mutação do vírus e sua transmissão entre humanos, situação que poderia provocar milhões de mortes.

"O H5N1 se expande rapidamente pelo mundo. Todos os países devem adotar medidas para proteger a saúde humana contra a gripe aviária e preparar-se para uma pandemia", alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Além disso, os casos humanos de gripe aviária são difíceis de serem distinguidos de outras doenças", acrescentou a OMS, referindo-se a Aids, malária, tuberculose e outras infecções respiratórias. Na Europa e na Ásia, onde o vírus H5N1 já matou 89 pessoas, as condições de higiene sanitária são em geral melhores do que na África, onde a infra-estrutura sanitária precisa de equipamento e a população já foi contaminada pela doença.

O laboratório Weybridge determinou que o vírus da gripe aviária detectado pela primeira vez na Bulgária em 3 de fevereiro em um cisne é do tipo H5, que não é altamente patogênico, informou nesta sexta-feira o serviço veterinário búlgaro.

Na Indonésia, onde o vírus H5N1 já causou 16 mortes, uma mulher de 22 anos morreu na quinta-feira em Jacarta com gripe aviária, segundo resultados de exames locais, anunciou nesta sexta-feira um encarregado sanitário. Outra mulher, de 27 anos, se encontrava em estado crítico na capital.

Enquanto isso, a China registrou a oitava morte por gripe aviária: uma mulher de 20 anos morta na província de Hunan, no centro do país, informaram meios de comunicação oficiais, citando o ministério da Saúde.

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