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13/02/2006 - 14h09

Gripe aviária: psicose na Itália, proteção reforçada na UE

ROMA, 13 fev (AFP) - A psicose começou a atingir nesta segunda-feira a Itália, onde um sexto cisne morto pela gripe aviária foi descoberto no sul do país, enquanto vários países da União Européia pretendem reforçar as medidas de proteção contra a propagação do vírus H5N1.

Em Roma, ou seja, quase no limite das áreas contaminadas, dezenas de cidadãos pediram às forças da ordem para enviar os pássaros mortos e uma dezena de aves, entre elas um pato, dois melros e sete estorninhos, para os serviços veterinários da municipalidade para serem submetidos a exames.

Nas proximidades de Messina, na Sicília, uma das três regiões italianas nas quais os cisnes mortos pelo vírus H5N1, em sua forma altamente patogênica, foram encontrados, um agricultor sacrificou, por medo de contágio, quatro cisnes domésticos que criava há anos.

"O sacrifício dos animais doentes ou suspeitos de estarem infectados é indispensável porque não podemos correr o risco de contaminar outros animais", lembrou nesta segunta-feira o ministro da Saúde Francesco Storace, que fez uma visita às três regiões italianas atingidas pela gripe aviária, Sicília, Calábria e Puglia, As unidades de crise das regiões atingidas foram ativadas, assim como a de Roma, para informar os cidadãos sobre o comportamento a ser adotado.

"A unidade de crise foi transformada numa unidade antipânico, com um número gratuito colocado à disposição da população", constatou o jornal da capital italiana "Il Messaggero".

Acredita-se que o vírus possa se propagar para outras regiões da Itália, e sobretudo que ele contamine os criadouros da península, um setor já duramente atingido nos últimos meses pela desconfiança em relação à carne das aves.

Segundo um dos principais sindicatos agrícolas, o Coldiretti, a gripe aviária já levou em 2005 a uma baixa de 10% no consumo da carne das aves, com uma perda estimada de cerca de 500 milhões de euros.

A Itália decidiu estabelecer imediatamente um cordão sanitário de 10 km de diâmetro em torno dos lugares onde os cisnes foram encontrados mortos, e reforçar os controles sobre os criadouros situados nesta área, enquanto que a Europa acelera a tomada de medidas de proteção.

"É uma emergência que envolve o mundo inteiro e não apenas a Itália", sublinhou Storace.

O vírus H5N1 matou cerca de 90 pessoas no mundo desde 2003, na Ásia e na Turquia.

A Alemanha poderia ter isolado suas aves antes da data prevista de 1º de março, depois da descoberta de um cisne morto portador de um vírus da gripe aviária na Eslovênia, perto da fronteira autríaca, disse nesta segunda-feira o ministério alemão da Agricultura.

No domingo, as autoridades eslovenas informaram à Comissão Européia que o vírus H5 havia sido detectado num cisne nas proximidades da fronteira com a Áustria, sem que saiba se se trata da forma virulenta do H5N1.

A Eslovênia decidiu adotar imediatamente medidas de precaução similares àquelas instauradas desde sexta-feira na Grécia e sábado na Itália, enquanto que as autoridades sanitárias autríacas isolaram uma área na proximidade da fronteira com a Eslovênia.

Na Grécia, dois jovens, entre eles um caçador, que apresentava sintomas da gripe aviária, foram hospitalizados em Salônica (norte), anunciou um responsável do ministério da Saúde, precisando que o estado de saúde dos dois doentes havia melhorado nesta segunda-feira.

Na Bélgica, as autoridades decidiram efetuar testes para determinar se um cisne encontrado morto no domingo no nordeste do país havia sido vítima da gripe aviária.

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