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20/02/2006 - 18h27

Astrônomos começam a analisar poeira de cometas da sonda Stardust

SAINT LOUIS, EUA, 20 fev (AFP) - Os astrofísicos começam a estudar centenas de grãos microscópicos interestelares e de cometas que a sonda espacial Stardust trouxe à Terra no mês passado, disse nesta segunda-feira o principal cientista desta missão da Nasa (agência espacial americana).

As análises preliminares mostram que as partículas emitidas pelo cometa Wild 2, capturadas pela sonda espacial americana durante um vôo em janeiro de 2004, têm origem exclusiva em cometas, explicou o astrofísico Don Brownlee, da Universidade de Washington (noroeste).

"Acreditamos que os materiais que formam os cometas atualmente são os mesmos de 4,5 bilhões de anos atrás, quando nasceu nosso sistema solar", disse em entrevista coletiva paralela à conferência anual da Associação Americana para a Promoção da Ciência (AAAS), que termina nesta segunda-feira.

Poder analisar materiais deste tipo na origem da formação do nosso sistema solar em um laboratório "é muito raro na astronomia", destacou o cientista. "Uma coisa é observar a vaca à distância, mas ter uma no laboratório permite analisar seu DNA", comparou.

Os materiais extraterrestres colhidos anteriormente foram trazidos da Lua em 1972 pelos astronautas da missão Apolo 17.

"A poeira de cometas desempenha um papel muito importante para explicar as origens sobre a formação dos sistemas solares, mas também seu fim", destacou por sua vez Lee Ann Willson, astrônoma da Universidade de Iowa.

A sonda espacial americana Stardust retornou à Terra em 15 de janeiro passado com uma preciosa amostra de poeira de estrelas e cometas, depois de sete anos durante os quais percorreu 4,63 bilhões de quilômetros.

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