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20/02/2006 - 09h35

Autoridades indianas sacrificam milhares de aves no estado de Maharashtra

Por Paul Peachey=(FOTOS)=NAVAPUR, Índia, 20 Fev (AFP) - As autoridades indianas, na tentativa de combater a gripe aviária, trabalhavam com dificuldade nesta segunda-feira para sacrificar milhares de aves no estado de Maharashtra (oeste), onde foi identificado um foco da doença, segundo fontes oficiais.

Só 20.000 aves foram sacrificadas e destruídas, das 500.000 previstas, devido, em parte, à inexperiência do pessoal encarregado da tarefa.

"Ninguém sabe como matar essas aves. É a primeira vez", explicou Aness Ahmed, ministro responsável pelos viveiros no estado de Maharashtra.

Segundo a imprensa, alguns funcionários encarregados de destruir as aves se recusaram a cumprir a tarefa, deixando o trabalho para pessoas desprotegidas.

Além disso, as quase 60 equipes encarregadas de sacrificar as aves enfrentaram a rejeição dos fazendeiros nas imediações de Navapur, no distrito de Nandurbar, foco da doença, 400 km ao norte de Bombaim.

Segundo as autoridades, todas as aves num raio de oito quilômetros em torno do epicentro devem ser sacrificadas, e aquelas num raio de 15 km têm de ser vacinadas.

Foi prometido o pagamento de 40 rúpias (50 centavos de dólar) por cada ave sacrificada.

No entanto, muitos avicultores se anteciparam e sacrificaram as aves. Um chefe de equipe, que pediu anonimato, afirmou que milhares de aves foram mortas e enterradas nos últimos 15 dias.

Um alto funcionário da Saúde informou que seis pessoas, entre elas quatro crianças com idades entre um e cinco anos, foram colocadas em observação no hospital de Navapur.

"Têm febre e estiveram em contato com as aves. Mas seus sintomas são leves", disse a fonte à AFP.

Uma temida contaminação humana do vírus H5N1 foi oficialmente descartada no domingo. Havia uma suspeita sobre um homem morto na sexta-feira no estado de Gujarat, perto da zona contaminada.

As autoridades de Maharashtra anunciaram no sábado que haviam identificado pela primeira vez o vírus H5N1 em algumas galinhas, depois da morte de 50.000 aves na semana passada.

Segundo o último censo, a Índia conta com pelo menos 500 milhões de aves e as autoridades do país, por onde passam a cada inverno as aves migratórias provenientes da China, aumentaram a vigilância e os exames nos viveiros.

"Na minha opinião, ainda que não tenha qualquer elemento para explicar, a migração é a única porta de entrada possível para o vírus", declarou Hk Pradham, diretor do laboratório de alta segurança em doenças animais de Bhopal.

Já as autoridades nepalesas proibiram nesta segunda-feira a importação de aves provenientes da Índia, mas admitiram que o controle será difícil em virtude dos escassos meios de que o país dispõe.

Uma especialista em epidemiologia da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margarita Ronderos, expressou sua preocupação com uma eventual propagação do vírus H5N1 para o Nepal, devido à permeabilidade de sua fronteira com a Índia.

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