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25/02/2006 - 14h31

Nova York se prepara para a gripe das aves

=(FOTOS)= NOVA YORK, 25 fev (AFP) - No coração de Manhattan, centenas de galinhas, codornas e outras aves se amontoam em gaiola empilhadas até o teto de um pequeno armazém, esperando para ir para a panela; e o dono do estabelecimento demonstra tranqüilidade ao ser questionado sobre a gripe aviária.

Os Estados Unidos não estão afetados pelo vírus H5N1, mas a cidade de Nova York, marcada pelos estragos da gripe espanhola - que deixou 40.000 mortos em 1918 - se prepara há meses para a possível chegada da doença das aves. O número de inspecções surpresas vem se multiplicando. Anteontem (quinta-feira), o estado de Nova York apresentou seu plano de emergência para eventual pandemia.

Em Nova York, cidade com 8,2 milhões de habitantes, os mercados de aves vivas concentram as atenções das autoridades: são mais de 90 estabelecimentos do Bronx ao bairro de Chinatown, passando pelo Spanish Harlem.

"Limpamos, houve inspeções, não há nenhum problema", afirmou Aziz Jawari, gerente do mercado Delancey que, junto com seus colegas, foi surpreendido pelas inspeções.

Os responsáveis do departamento de Saúde Pública da Cidade (DOH) estão se preparando para eventual necessidade de quarentena, assim como os coordenadores dos hospitais e os serviços de informação ao público, caso em que o vírus se manifeste e comece a transmitir a doença entre humanos.

Shows, jogos, passeatas, enfim, eventos públicos podem vir a ser cancelados. "Podemos recomendar o cancelamento de manifestações e o fechamento de escolas... Os transportes públicos são uma fonte de preocupação e, em caso de gripe, teríamos de pedir aos usuários que cubram a boca", disse o doutor Isaac Weisfuse, responsável do DOH.

No entanto, já há rumores sobre a escassez de camas e equipamentos médicos. A Sociedade para a Saúde da América (TFAH), grande associação para a promoção da saúde, estima no entanto que Nova York e Seattle (estado de Washington, noroeste) estão mais bem preparados, e denuncia as desigualdades nacionais.

"Estamos muito atrasados", alerta Jeff Levi, especialista em doenças infecciosas do TFAH. Entretanto, a população de Nova York está calma e continua consumindo carne de frango.

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