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25/02/2006 - 17h13

Venezuela, Argentina e Brasil analisam projeto de Gasoduto do Sul

CARACAS, 25 fev (AFP) - Ministros de Venezuela, Argentina e Brasil se reunirão nas próximas quarta e quinta-feira em Caracas para analisar os planos do Gasoduto do Sul, informou nesta sexta-feira o ministério venezuelano de Energia.

O gasoduto, que está projetado para ter 8.000 km, irá do Caribe ao Rio da Prata com capacidade para transportar 150 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

No encontro da próxima semana, num hotel da capital venezuelana, participarão os ministros de Energia da Venezuela, Rafael Ramírez; do Brasil, Silas Rondeau Cavalcante; e do Planejamento da Argentina, Julio De Vido, acompanhados de suas delegações de um total de 70 pessoas, informou uma nota do ministério.

"Esta reunião, que vai preparar a Cúpula de 11 de março na Argentina, avaliará as estratégias a serem desenvolvidas para a concretização deste projeto", acrescentou.

Neste contexto, haverá encontros paralelos, como a I Reunião do Conselho Ministerial de Coordenação e Decisão Grande Gasoduto do Sul e a III Reunião do Comitê Multilateral de Trabalho.

De acordo com o governo do presidente Hugo Chávez, o projeto de gasoduto deve gerar mais de um milhão de postos de trabalho.

O ministro Rafael Ramirez afirmou recentemente que os resultados finais dos estudos técnicos sobre o gasoduto serão entregues em 7 de julho em uma reunião na Venezuela.

Em 11 de março, estarão reunidos os presidentes Hugo Chávez, Luis Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner na região andina de Mendoza para continuar discutindo o tema do gasoduto, que deve demorar de cinco a sete anos para ser construído.

O Gasoduto do Sul está orçado em 20 bilhões de dólares e, por esta quantia extremamente elevada, vem gerando muito ceticismo entre políticos e críticos da imprensa.

Na quinta-feira passada, Ramírez estimou que o preço do gás que será transportado pelo gasoduto custará mais de cinco dólares por milhão de BT.

Segundo ele, o preço exato ainda não foi definido porque as análises de custos e a rota do gasoduto ainda estão em curso.

"Teremos o preço quando definirmos os custos de produção, os volumes de transportes, os volumes bolivianos, o desenvolvimento da infra-estrutura, a rota final, quanto custa isso e quanto vamos obter exatamente", disse o ministro na quinta-feira passada.

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