UOL Notícias Notícias
 

01/03/2006 - 14h57

Brasil e França convencem outros países a aplicar taxa sobre passagem aérea

PARIS, 1º mar (AFP) - Doze países de diferentes regiões do mundo se comprometeram a aplicar uma taxa sobre as passagens de avião, para financiar principalmente a luta contra a Aids, a malária e a tuberculose nos países pobres, anunciou a França nesta quarta-feira, ao final da conferência internacional de Paris.

A conferência da capital francesa sobre os financiamentos inovadores do desenvolvimento reuniu representantes de quase 100 países durante dois dias.

A França e o Brasil, autores da iniciativa, trabalharam para convencer todos estes países a adotarem este mecanismo de contribuição de solidariedade internacional sobre os bilhetes de avião.

No encerramento do evento, o ministro francês das Relações Exteriores, Philippe Douste-Blazy, anunciou os nomes dos Estados: Brasil, Chile, Chipre, Congo, Costa do Marfim, França, Jordânia, Luxemburgo, Madagascar, Maurício, Nicarágua e Noruega.

A estes países, onde em alguns casos a taxa já havia sido aprovada, como no Chile ou na França, se une o Reino Unido que tem uma contribuição parecida.

Além disso, Douste-Blazy anunciou que 38 países, liderados pelo Brasil, formarão um grupo piloto para dar continuidade ao projeto lançado na capital francesa.

"Estamos convencidos de que sem recursos complementares importantes e perenes as metas de desenvolvimento do Milênio não serão alcançadas e acreditamos que as contribuições solidárias são um complemento indispensável à Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) tradicional", declararam os participantes.

A tarifa a ser cobrada deve variar de acordo com os quilômetros percorridos e a classe em que viajará o passageiro.

As contribuições dependerão das possibilidades e da riqueza de cada país. Enquanto países como a França pretendem arrecadar 200 milhões de euros por ano a partir de julho graças a esta taxa, o Chile não superará os quatro milhões.

Esta idéia revolucionária enfrenta a resistência de alguns pesos-pesados, como a Alemanha. Outros, como Estados Unidos e Canadá, são claramente hostis e participam desta conferência apenas como observadores.

Com o dinheiro arrecadado será criado um fundo internacional para a compra de medicamentos destinados ao tratamento de três pandemias que dizimam o Sul do planeta: Aids, tuberculose e malária.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host