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01/03/2006 - 10h41

Israel mata chefe militar da Jihad Islâmica em bombardeio em Gaza

Por Sakher Abu El-Oun GAZA, 1o mar (AFP) - O chefe militar da Jihad Islâmica, movimento radical palestino responsável pelos mais recentes atentados suicidas contra Israel, morreu nesta quarta-feira em um ataque seletivo da Força Aérea israelense em Gaza.

Ao mesmo tempo, um colono judeu morreu em um ataque palestino na Cisjordânia reivindicado pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, um grupo armado ligado ao Fatah, o movimento do líder palestino Mahmud Abbas.

Khaled al-Dahdu (conhecido como Abu al-Walid), chefe das Brigadas al-Qods, o braço militar da Jihad Islâmica nos territórios palestinos, morreu em um ataque contra o carro em que circulava pela cidade de Gaza, informaram fontes de segurança e médicas.

Segundo testemunhas, o carro foi atingido em cheio por um foguete lançado por um avião não pilotado israelense quando circulava próximo ao prédio do Ministério das Finanças.

No entanto, o Exército israelense desmentiu à AFP o seu envolvimento no ataque. "O Exército não está envolvido neste incidente. O Exército não tem nada a ver com isto", declarou uma porta-voz militar.

Um membro do braço militar da Jihad Islâmica, "Abu Ahmad", confirmou a morte de Khaled al-Dahdu e ameaçou se vingar com atentados em Israel. "A resposta a este crime ocorrerá no coração da entidade sionista", afirmou à AFP.

A Jihad Islâmica é responsável pelos sete últimos atentados suicidas antiisraelenses.

Na Cisjordânia, um colono morreu alvejado por disparos de palestinos próximo de Migdalim, colônia judaica na região de Nablus, segundo fontes médicas israelenses.

A vítima, que trabalhava em um posto de gasolina próximo à entrada da colônia, foi atacada por dois palestinos, a bordo de um carro, que abriram fogo a queima-roupa em sua direção, informou o Exército israelense.

As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa reivindicaram este ataque em uma ligação telefônica para a AFP, afirmando que se tratava de uma resposta pelos três membros de sua organização que o Exército israelense matou na semana passada no campo de refugiados de Balata, em Nablus.

O diretor do Registro Civil palestino, Alef al-Judari, foi seqüestrado ao sair de seu escritório em Gaza por três homens armados e mascarados, que o levaram em um carro, segundo fontes policiais. O seqüestro não foi reivindicado.

Em Jerusalém, dois deputados do movimento palestino Hamas foram detidos pela Polícia israelense. Mohamed Abu Teir e Mohamad Totah, eleitos em Jerusalém nas recentes eleições legislativas, foram detidos quando realizavam uma visita de inspeção a al-Maqassed, principal hospital palestino da cidade.

Um porta-voz da Polícia israelense afirmou que ambos se dedicavam a "atividades políticas", enquanto fontes do Hamas asseguraram que se tratava de uma visita rotineira.

Israel proíbe qualquer atividade política palestina em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada em 1967.

No âmbito diplomático, o chefe do gabinete político do Hamas, Khaled Mechaal, que encabeçará uma delegação do movimento que visitará Moscou na sexta-feira, não descartou um encontro com o presidente russo Vladimir Putin, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira.

"Gostaríamos muito de ver o presidente Putin. Eu não descarto", afirmou Mechaal ao jornal russo Vremia Novostei.

Moscou informou que quer pressionar o Hamas para que adote posições mais "moderadas", em uma iniciativa sem precedentes que suscitou fortes protestos em Israel.

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